Unidade Akio Nakashima promove atividade educativa com pacientes hipertensos e diabéticos, destacando alternativas para redução do consumo de açúcar
Na sexta-feira, 27 de fevereiro, a Unidade Akio Nakashima, em Taquaritinga, realizou uma atividade voltada a pacientes hipertensos e diabéticos, utilizando a chamada fruta do milagre, conhecida cientificamente como Synsepalum dulcificum. A iniciativa, conduzida pelo Dr. Paulo, teve como objetivo unir experiência sensorial e educação alimentar, apresentando alternativas que podem contribuir para mudanças de hábitos e melhor qualidade de vida.
Durante o encontro, os participantes experimentaram o pequeno fruto vermelho originário da África, que contém a proteína miraculina, responsável por transformar temporariamente a percepção do paladar. Após o consumo, alimentos naturalmente ácidos, como limão e outras frutas cítricas, passaram a ser percebidos como doces, sem qualquer adição de açúcar. A transformação chamou atenção por demonstrar, de forma prática, como estímulos sensoriais podem influenciar escolhas alimentares e ampliar possibilidades de consumo.

Os relatos dos participantes indicaram surpresa e curiosidade diante da mudança gustativa. Muitos afirmaram notar redução da acidez e maior aceitação de sabores antes considerados desagradáveis. Para pacientes diabéticos, a demonstração reforçou que existem alternativas capazes de reduzir a ingestão de açúcar sem comprometer o controle glicêmico, elemento essencial no acompanhamento contínuo da doença.
Além da experiência prática, o encontro também abordou aspectos botânicos da planta. A fruta do milagre é um arbusto de crescimento lento, que pode atingir de 1 a 5 metros e se adapta bem ao cultivo em vasos. Prefere clima tropical ou subtropical, solo ácido e fértil, além de meia sombra e regas regulares. A frutificação costuma ocorrer entre dois e quatro anos após o plantio, quando surgem os característicos frutos vermelhos.

Entre as recomendações destacadas, houve orientação para não morder o caroço, que pode gerar sabor amargo e, em casos raros, provocar reações alérgicas. Também foi reforçado o cuidado com a manutenção da planta, incluindo adubação orgânica periódica e atenção às condições de cultivo.
A ação evidencia como atividades educativas e interativas podem fortalecer o vínculo entre profissionais de saúde e pacientes, ampliando o debate sobre alternativas alimentares, prevenção de complicações e estímulo à adoção de práticas mais saudáveis. A iniciativa também reforça o compromisso da rede municipal em oferecer estratégias que promovam autonomia e bem-estar às pessoas acompanhadas regularmente.



