sábado, 30 maio, 2026

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Em Taquaritinga: Homem morre treze dias após ser vítima de atropelamento

Motociclista fugiu sem prestar socorro; Polícia Civil investiga o caso como homicídio culposo e busca identificar o responsável

Um morador de Taquaritinga, de 49 anos, morreu na manhã de terça-feira (30) na Santa Casa de Araraquara (SP), após não resistir às complicações decorrentes de um atropelamento ocorrido na noite de 17 de dezembro, no município. O acidente teve como agravante a fuga do condutor da motocicleta, que deixou o local sem prestar socorro à vítima, conforme apontam as investigações policiais.

De acordo com informações do boletim de ocorrência, o atropelamento aconteceu na Rua Pedro Ordine, no bairro Vila Romana, nas proximidades da Fundação Edmilson. A Polícia Militar foi acionada por testemunhas que relataram a presença de um ciclista caído na calçada, inconsciente, logo após o impacto. No local, os agentes encontraram a vítima, desacordada e com sangramento nasal, indícios compatíveis com a violência da colisão.

O Corpo de Bombeiros prestou os primeiros atendimentos e realizou o resgate imediato, encaminhando o homem à UPA 24h de Taquaritinga. Diante da gravidade do quadro clínico, os médicos decidiram pela transferência urgente para a Santa Casa de Araraquara, referência regional em atendimentos de média e alta complexidade. O paciente permaneceu internado por 13 dias, recebendo cuidados intensivos, mas não resistiu aos ferimentos.

A Polícia Civil instaurou inquérito e registrou o caso como Homicídio Culposo na Direção de Veículo Automotor e Fuga do Local do Acidente, crimes previstos no Código de Trânsito Brasileiro. Até o momento, o motociclista envolvido não foi identificado, e diligências seguem em andamento para localizar o autor. A polícia trabalha com a coleta de imagens de câmeras de segurança, depoimentos de testemunhas e outros elementos que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos.

Especialistas em segurança viária destacam que a omissão de socorro, além de agravar a situação da vítima, configura infração grave e crime, passível de penalidades mais severas. Nesse contexto, o caso reacende o debate sobre a necessidade de maior conscientização no trânsito, fiscalização e responsabilidade dos condutores, especialmente em áreas urbanas com fluxo de pedestres e ciclistas.

A morte do morador causou comoção entre familiares e conhecidos, reforçando o impacto social de acidentes de trânsito e a importância da apuração rigorosa para que responsabilidades sejam devidamente atribuídas.