Por: Gustavo Girotto* e Raphael Anselmo**
Durante anos, Eduardo Bolsonaro e seus seguidores pintaram-se como o “pedágio da Casa Branca”, autoproclamando-se os únicos e indispensáveis mediadores na relação entre Brasil e Estados Unidos. Prometeram uma ponte sólida, quem sabe intransponível, para garantir aos EUA acesso direto às nossas decisões e interesses. O que vemos, no entanto, é uma pinguela frágil sendo varrida diante da realidade dos fatos.Nesta quinta-feira (16), Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores do governo Lula, encontrou-se com Marco Rubio na Casa Branca para discutir um tema urgente: o tarifaço de 50% imposto pela administração Trump a uma série de produtos brasileiros. Enquanto o clã bolsonarista estrelava no teatro da submissão e da bajulação, a diplomacia séria e pragmática negocia para minimizar prejuízos e salvar a economia do país. Aqueles que se vangloriam de serem o “pedágio”, agora parecem meros figurantes diante da retomada do diálogo institucional, que não depende de bravatas ou discursos vazios. A verdade é que o chamado “pedágio da Casa Branca” nunca passou de uma pinguela instável — e o atual governo, com interlocução aberta e firme, está deixando isso claro. O encontro sigiloso, a negociação discreta e o foco nos interesses brasileiros são o contraponto à pose midiática de Eduardo Bolsonaro. Ele e seu clã, que se julgaram chave para o relacionamento bilateral, mostram-se apenas resistência amarga a uma diplomacia eficaz e madura. Enquanto isso, Trump, já avisando a baixa disposição para discutir temas complicados como a moeda comum do BRICS, negocia com o Brasil pelo interesse pragmático — e não pela reverência caricata que o bolsonarismo tentou vender ao público. Hoje, o “pedágio da Casa Branca” revelou-se uma mera pinguela do Balanço Macaco, um equilibrismo ingênuo incapaz de resistir ao peso da diplomacia real.
Já em Taquaritinga, o baile das cadeiras continua animado: Daniela Zuppani assume a Secretaria de Governo, Natália Guateli vai para o Desenvolvimento Social e Macoly Adorno entra como adjunto. Dizem que “em time que está ganhando não se mexe” — mas, por aqui, parece que a estratégia é trocar o técnico, o massagista e até o gandula pra ver se finalmente o placar muda. Imagine a repercussão se Lula escolhesse o filho para um cargo público…



