terça-feira, 28 abril, 2026

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Artigo: A cidade muda quando o cidadão pensa

Quando educação transforma o acesso à cidade e fortalece a cidadania

Por: Igor Sant’Anna*

Educar é um ato político. É por meio da educação que o cidadão compreende o espaço em que vive, reconhece seus direitos e deveres, e ganha voz para reivindicar o que é seu por justiça, não por favor. Uma cidade educada é uma cidade mais consciente, e uma população instruída é o primeiro passo para uma gestão pública verdadeiramente democrática.

A educação transforma o modo como o indivíduo enxerga o território que ocupa. Ela ensina que o transporte público, a moradia digna, o lazer, a saúde e a segurança não são privilégios, mas direitos garantidos pela Constituição. Quando o cidadão conhece a lei, ele passa a exigir o cumprimento dela. E é justamente isso que incomoda os sistemas que preferem o povo na ignorância: um povo que pensa é um povo que cobra.

Nas cidades onde o acesso ao conhecimento é negado, o poder se concentra nas mãos de poucos. A falta de informação gera dependência, e a dependência perpetua desigualdades. Investir em educação, portanto, não é apenas uma política social,  é um ato de libertação coletiva.

Educação não é gasto, é investimento na autonomia do cidadão e na solidez da democracia. Quanto mais pessoas conscientes e formadas, mais forte se torna a sociedade civil e mais transparente se torna o poder público.

O direito à cidade começa na sala de aula. É ali que nascem as ideias, a criticidade e a coragem de participar. É ali que o cidadão aprende que a cidade é sua, e que só com participação ativa é possível transformá-la em um espaço mais justo, seguro e acessível para todos.

Praticar a cidadania é, acima de tudo, um exercício diário de consciência e compromisso com o coletivo.

Educar é transformar realidades  e cidades se mudam pela força do conhecimento.

*Igor Sant’Anna é colaborador de O Defensor.

**Os artigos publicados com assinatura não manifestam a opinião de O Defensor. A publicação corresponde ao propósito de estimular o debate dos problemas municipais, estaduais, nacionais e mundiais e de refletir as distintas tendências do pensamento contemporâneo.