Por: Sérgio Sant’Anna*
Pensei em escrever sobre as últimas leituras que fizera, falar um pouco sobre a obra atual que estou lendo, “As margens e o ditado”, da genial escritora italiana, Elena Ferrante, todavia não dei segmento a esta ideia despertada há alguns dias…quem sabe dê segmento após o termino da leitura da obra da italiana; até pensei em escrever sobre a ênfase que as pessoas depositam naqueles que partem, ou seja, aclamam as pessoas após sua partida, desejam consagrar o falecido. Por que não lembrar do mesmo enquanto ainda há vida. O remorso dói…O vestibular e a temida redação ENEM é um assunto que me atrai,mas não quero falar sobre ele, pois os meus alunos estão de férias, gozando esses quinze dias, aproveitando este momento raro. Deixarei para escrever sobre esse assunto após o dia vinte e oito de julho quando retornaremos para as salas de aula. Aos meus amigos e colegas professores, feliz recesso escolar. Até pensei em falar desse período, porém o que as pessoas mais querem é realmente aproveitar desse período. Sair, viajar, bater papo, tomar café, frequentar sebos, passar por clubes de leitura, enfim, usufruir. Viver as férias na sua essência.
Pensei em falar do motorista de uber que tentou me convencer de que a Ditadura Militar fora o melhor período para se viver neste imenso País. E todos sabemos que não foi. Discurso falacioso, que facilmente acaba difundindo-se e se coroando como o único e vital. Assim como o tarifaço imposto para o Brasil, acusando o País de liderar um movimento distante dos inocentes (aqui referindo-se a família Bolsonaro) Enfim, o discurso poderia ser vasto, os assuntos inúmeros, mas me parece que não almejo descrevê-los, torná-los parte deste conteúdo que aqui digito enquanto penso em assuntos banais e sai palavras ludibriadas por aquilo que já, que não sei se ainda fora realizado no campo da escrita. Sei que você não mereça ler aquilo que estou escrevendo, talvez esteja eu, Sérgio, ganhando tempo para preencher mais uma página de jornal. Todavia, juro a ti que não é isso que desejo. Também não falarei de vestibular como gritou um aluno que passara aqui em frente de casa e me viu cuidando da horta que possuo ao fundo do quintal.
Não vai me dizer que agora é que você acabou de perceber que eu pretendia realizar apenas três parágrafos, mas por força da escrita, comovido diante dos corretores de vestibular, aproveito e farei, talvez, quatro parágrafos, ou seja, o suficiente para parar e sentar, ficar apreciando vocês lerem, enquanto tomo o meu café e escuto mais algumas músicas do Ney Matogrosso. Fantástico o filme, “Homem com H”, que ganhou as plataformas da Netflix, mas que lotou salas de cinema espalhadas pelo Brasil. Ai, estou farto, pararei de escrever, pois o que almejo agora é falar um pouco sobre o Oscar e embalar mais algumas palavras contra a escalada trumpista contra o Brasil. Coisa de um alucinado…quem? Eu?




