Departamento Municipal de Controle de Vetores divulga recomendações e destaca a necessidade de interromper o ciclo de reprodução do Aedes aegypti
O aumento dos casos de dengue registrado em diversas regiões do país tem intensificado as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor também da zika e chikungunya. Nesta quinta-feira, 19 de fevereiro, o diretor do Demcove (Departamento Municipal de Controle de Vetores), Fabrício Araujo, divulgou novas orientações à população, reforçando que o mosquito que mata não pode nascer. As recomendações incluem medidas simples e permanentes, consideradas fundamentais para reduzir focos e impedir a evolução do ciclo do inseto.
Segundo o órgão, o ciclo reprodutivo do Aedes é rápido, o que exige vigilância contínua. Os ovos, por exemplo, podem sobreviver por mais de um ano mesmo sem água. Quando entram em contato com um ambiente úmido, transformam-se em larvas em poucos minutos e permanecem nessa fase por cerca de sete dias. Em seguida, passam ao estágio de pupa, período que dura aproximadamente dois dias até a formação completa do mosquito adulto. Depois disso, o inseto pode viver por até 40 dias, tempo suficiente para transmitir doenças a inúmeras pessoas.

As orientações destacadas pelo Demcove incluem atenção redobrada a pontos que frequentemente acumulam água. Entre eles estão bebedouros de animais, ralos, baldes, potes deixados no quintal e pratinhos de plantas. Fabrício Araujo reforça que a prevenção deve ocorrer o ano todo, já que o ciclo do mosquito não se limita ao verão, embora encontre mais facilidade para reprodução em períodos chuvosos e de altas temperaturas.
Além das ações domiciliares, o departamento lembra que a participação coletiva é indispensável. Mesmo com mutirões, visitas de agentes e campanhas educativas, a eliminação dos criadouros depende, sobretudo, da rotina de cada morador. Especialistas alertam que bastam dez minutos semanais para vistoriar a residência e eliminar pontos de risco.
Embora as medidas sejam simples, o desafio permanece grande em muitos municípios. A falta de conscientização e a recorrência de recipientes descobertos nos quintais continuam sendo os principais obstáculos para o controle da doença. Ainda assim, o Demcove reforça que a mobilização preventiva é o caminho mais eficaz, já que a interrupção do ciclo reprodutivo do mosquito impede que novos surtos se consolidem.



