Organização social ligada à USP Ribeirão Preto venceu processo público e coordenará serviços de saúde especializados na cidade
A Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Assistência do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP — FAEPA — será a nova responsável pela gestão do AME Taquaritinga. A decisão consta em despacho publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo, edição de 22 de maio de 2025.
O contrato de gestão terá vigência de cinco anos, com início ainda em 2025 e término previsto para 2030. A medida integra o processo vinculado à Secretaria Estadual da Saúde.
A seleção da entidade gestora ocorreu por meio de convocação pública, conforme estabelecido pela Resolução SS nº 39, de 10 de março de 2025. A chamada atraiu cinco organizações sociais da área da saúde, todas sem fins lucrativos.
Entre os interessados, destacaram-se: Fundação do ABC, CEJAM, FUNFARME, SBCD e FAEPA. Contudo, apenas duas cumpriram todos os requisitos técnicos e formais: a Fundação do ABC e a própria FAEPA.
A Comissão de Avaliação Técnica e a Coordenadoria de Gestão de Contratos de Serviços de Saúde analisaram cuidadosamente as propostas. Por causa disso, após pareceres favoráveis, a autoridade competente declarou a FAEPA como a entidade mais apta para conduzir os trabalhos no ambulatório especializado de Taquaritinga.
Em suma, a dispensa de licitação foi ratificada conforme prevê a legislação vigente. A próxima etapa será a celebração do contrato definitivo entre a Secretaria da Saúde e a FAEPA. O texto legal prevê que o processo siga dentro das normas jurídicas e administrativas aplicáveis.
O AME Taquaritinga é referência regional em atendimento ambulatorial de média complexidade. Oferece consultas, exames e pequenos procedimentos para moradores de Taquaritinga e cidades vizinhas.
Com a nova gestão, espera-se ampliar a qualidade dos serviços. A FAEPA, que possui forte vínculo com a Universidade de São Paulo, é reconhecida por sua excelência acadêmica, clínica e administrativa.
Essa mudança marca um novo ciclo para a saúde pública regional. Pois, ao transferir a gestão a uma organização de prestígio acadêmico e técnico, o governo estadual busca eficiência, inovação e atendimento humanizado.
A expectativa é de continuidade nas atividades, sem prejuízo ao usuário. Além disso, o contrato deverá prever metas assistenciais, indicadores de desempenho e auditorias periódicas.



