Por: Rodrigo Panichelli*
“Zico: o maestro central pela direita da minha eternidade”
Zico, o Galinho de Quintino, não poderia ficar de fora de uma seleção de todos os tempos. E por mais que o camisa 10 tenha sido a sua morada eterna, aqui, na minha esquadra imaginária, o número nas costas é o 7. Aberto pela direita, mas com a liberdade dos gênios que não cabem em esquemas.
Porque o futebol, meus caros, não se resume a flechas obedientes correndo pela linha lateral. O futebol é criação, é música, e o Galinho era maestro até quando tocava apenas uma nota. Zico foi craque de todo lado: pela esquerda, pelo centro, até mesmo pelo coração da arquibancada que ainda hoje o idolatra.
É curioso: nunca levantou uma Copa do Mundo, azar das Copas, essa obsessão que muitas vezes distorce a maneira como contamos a história dos nossos ídolos. Mas é impossível falar do jogo bonito, do jogo inventivo, do jogo brasileiro em sua essência, sem evocar o nome de Zico. Técnico, cerebral, letal em cobranças de falta, mas acima de tudo, líder de um Flamengo que se transformou em religião.
Na minha seleção de todos os tempos, o Galinho veste a 7. Não como ponta, mas como lembrança de que craque de verdade não tem posição: tem destino. E o destino de Zico sempre foi um só — ser imortal no futebol.



