domingo, 19 abril, 2026

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Jogando Limpo – O Soberano que perdeu a coroa

Por: Rodrigo Panichelli*

O São Paulo Futebol Clube já foi sinônimo de modernidade, grandeza e vitórias inesquecíveis. De 2004 a 2012, não era apenas um time: era um modelo. Um clube que conquistava o Brasil e a América, que inspirava respeito e orgulho. Um período em que a palavra “Soberano” não era exagero, era realidade.

Mas o tempo passou. E junto dele, o que parecia inabalável foi se desmanchando. Veio a política, as vaidades, os erros em sequência. O São Paulo, que já foi exemplo de gestão, passou a ser caso de estudo em más administrações. O clube que ensinava virou o clube que precisa reaprender. Até presidente arrancado do cargo o torcedor viu.

Ainda assim, o futebol tem dessas ironias: em 2023, o São Paulo conquistou a Copa do Brasil pela primeira vez. Foi a vitória de um grupo que acreditou mais do que qualquer dirigente. A taça que veio pelas mãos de jogadores e comissão técnica, e não pela caneta de cartolas.

E então veio a última quinta-feira. A queda para a LDU, em pleno Morumbi, trouxe de volta o peso da realidade. Um clube que já foi tão grande continua se debatendo contra o tamanho da própria história.

O São Paulo não deixou de ser gigante. Gigante nunca deixa de ser. Mas perdeu a coroa de “Soberano”. Resta agora a esperança de que, um dia, reencontre a si mesmo. Pois como disse um poeta tricolor, “não há derrota eterna, assim como não há vitória que dure para sempre”.

O São Paulo já foi o time que sonhava. Hoje, é o time que precisa acordar.

*Rodrigo Panichelli é colaborador d’O Defensor.