Por: Rodrigo Panichelli*
Para encerrar a escalação da minha seleção de todos os tempos, não poderia escolher outro técnico que não fosse Telê Santana.
Telê marcou a minha adolescência. Foi com ele que aprendi que o futebol não é só sobre vencer. É sobre encantar. Sobre propor. Sobre criar. Sobre ter variações de jogadas pelos dois lados do campo, sobre ter coragem de ser protagonista mesmo diante do maior adversário.
Se a camisa 10 do meu time é de Pelé, a prancheta é de Telê. Porque só ele seria capaz de organizar essa constelação de craques sem podar a liberdade que cada um merece — e sem deixar de dar a eles uma estrutura tática impecável.
Telê é daqueles que nos ensinaram que o futebol pode ser ao mesmo tempo arte e disciplina, improviso e método. E é justamente isso que sinto falta no jogo de hoje: essa ousadia de variar, de buscar caminhos diferentes, de ser intenso e criativo, de não ter medo de errar porque acreditava que, no fim, o talento sempre prevaleceria.
Telê Santana foi, é e será sempre sinônimo do “futebol bem jogado”. Não à toa, deixou sua marca no São Paulo, na Seleção Brasileira e no coração de todos que tiveram a sorte de vê-lo transformar o campo em palco e o jogo em espetáculo.
Se Pelé é o Rei, Telê é o maestro. E com essa dupla, posso dizer: minha Seleção de Todos os Tempos está completa.



