sábado, 20 junho, 2026

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Jogando Limpo – O esporte que nos ensina e o que ainda precisamos aprender

Por: Rodrigo Panichelli*

Por mais que o futebol nos mova, nos una e nos emocione, o esporte vai muito além das quatro linhas. Ele é, antes de tudo, uma escola de valores. Quem pratica, cedo ou tarde aprende que a vida é feita de vitórias e derrotas, de disciplina e sacrifícios. Que o trabalho em equipe vale mais que o talento isolado. Que o respeito ao adversário é o primeiro passo para vencer a si mesmo.

Esses são ensinamentos que nenhuma sala de aula sozinha pode oferecer, e é justamente por isso que o esporte precisa estar presente em cada canto da cidade. Em todas as modalidades. Não só no futebol, que naturalmente atrai mais olhares, mais torcida e, claro, mais investimento.

É justo reconhecer: muitas empresas de varias cidades  já cumprem um papel fundamental ao incentivar projetos esportivos, especialmente no futebol. Sem esse apoio, muitas iniciativas não resistiriam. Mas também é preciso ir além. Ampliar a visão. Pensar no voleibol, no basquete, na natação e em tantas outras práticas esportivas que formam pessoas tão quanto ou mais preparadas para a vida.

Hoje, o que falta não é talento. Não faltam professores dispostos, nem crianças com sede de aprender. O que falta, muitas vezes, são políticas públicas eficientes. São processos mais simples para abrir escolinhas, sejam particulares ou públicas. Falta incentivo para que o esporte aconteça não apenas como lazer, mas como ferramenta de transformação.

A iniciativa privada pode e deve continuar sendo parceira. Mas é o poder público que precisa assumir o protagonismo na promoção do esporte como um direito, não como exceção. Que chegue o dia em que tenhamos tantos projetos de vôlei quanto de futebol. Que uma piscina cheia tenha o mesmo valor de um campo iluminado.

Porque o esporte ensina. E o que ele nos ensina, a gente leva para sempre jogando limpo.

*Rodrigo Panichelli é colaborador d’O Defensor