sexta-feira, 17 abril, 2026

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Coluna Clikando – Regularizar o título é mais do que obrigação, é compromisso com a democracia

Prazo da Justiça Eleitoral reforça a importância da participação consciente nas eleições de 2026

Por: Gabriel Bagliotti*

Confesso que sempre que vejo campanhas como essa da Justiça Eleitoral, lembrando os prazos para regularização do título, sou levado a uma reflexão que vai muito além de datas e burocracias. O dia 6 de maio, estabelecido como prazo final para emissão do primeiro título, transferência de domicílio eleitoral ou regularização de documentos cancelados, não deveria ser apenas mais um alerta no calendário. Ele precisa ser encarado como um marco de responsabilidade cidadã.

Muitas vezes, tratamos o ato de votar como algo automático, quase mecânico. Mas a verdade é que o voto continua sendo uma das ferramentas mais importantes que temos dentro de um sistema democrático. E, para exercê-lo, o primeiro passo é simples: estar com a situação eleitoral regular.

O que me chama atenção é que, mesmo com toda a facilidade que a tecnologia oferece hoje, ainda há quem deixe tudo para a última hora. A própria Justiça Eleitoral já disponibiliza serviços online, especialmente para quem possui biometria cadastrada, permitindo que grande parte das pendências seja resolvida sem sair de casa. Ainda assim, o hábito de adiar decisões importantes segue presente.

Por outro lado, também é preciso reconhecer que há uma parcela da população que ainda depende do atendimento presencial. Nesse caso, o direcionamento para o Cartório Eleitoral de Taquaritinga reforça a necessidade de planejamento. Não dá para deixar para os últimos dias e enfrentar filas ou correr o risco de não conseguir atendimento a tempo.

Mais do que a praticidade dos serviços, o que está em jogo aqui é o exercício pleno da cidadania. Regularizar o título não é apenas cumprir uma exigência legal, mas garantir o direito de participar das decisões que impactam diretamente a nossa vida, nossa cidade e o futuro do país.

E quando falamos das eleições de 2026, essa responsabilidade se torna ainda mais evidente. Vivemos em um período em que o debate público precisa ser qualificado, onde a escolha dos representantes exige atenção, análise e consciência. Mas nada disso é possível se o eleitor sequer estiver apto a votar.

Também vejo esse momento como uma oportunidade para incentivar novos eleitores. Jovens que vão tirar o título pela primeira vez têm diante de si a chance de iniciar sua participação na vida política do país. É um passo simbólico, mas extremamente relevante.

Outro ponto importante é combater a ideia de que um único voto não faz diferença. Esse tipo de pensamento enfraquece a democracia. Cada voto representa uma voz, uma opinião, uma escolha. Quando somados, são eles que definem os rumos de uma nação.

Por isso, encaro esse tipo de campanha não apenas como um aviso, mas como um convite à reflexão. Organizar a situação eleitoral é um gesto simples, mas que carrega um peso enorme em termos de responsabilidade social.

Se há algo que aprendi ao longo dos anos é que a democracia não se sustenta apenas nas grandes decisões, mas também nos pequenos atos de cada cidadão. E estar em dia com a Justiça Eleitoral é, sem dúvida, um desses atos.

O prazo está definido. A informação está disponível. Agora, cabe a cada um fazer a sua parte.

*Gabriel Bagliotti é jornalista responsável e diretor presidente de O Defensor.