Por: Luisinho Bassoli*
O que vimos em Taquaritinga, Guariba, Ribeirão Preto, na madrugada desta sexta-feira (24), é, certamente, uma consequência do “aquecimento global”, notadamente do agravamento do fenômeno natural conhecido como El Niño.
Especialistas já alertaram que, em 2026, haveria um rápido aquecimento das águas do Oceano Pacífico, com o desenvolvimento dum Super El Niño, cujo ápice de intensidade será de outubro a dezembro – ou seja, o pior está por vir!
A irresponsabilidade de governantes, como Donald Trump e Javier Milei, que boicotam os acordos internacionais do clima, impede o combate aos efeitos do aquecimento em nível global; aos municípios, resta se prepararem para minimizar as catástrofes.
Em Taquaritinga, urge a reativação e otimização da Defesa Civil e a construção de um plano de ação, que envolva as polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros, SAMU, Tiro de Guerra, SAAET, órgãos de serviços públicos municipais, empresas privadas de energia elétrica e comunicação, abrangendo a cidade, distritos e zona rural – e em conexão com os governos Federal e Estadual.
O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), órgão ligado à ONU, concluiu que o cenário para as próximas décadas é muito preocupante.
Por fim, conviveremos com temperaturas cada vez mais altas, chuvas irregulares, tempestades repentinas e toda gama de eventos com potencial destrutivo. Havemos de estar preparados para o desafio inevitável.
*Luisinho Bassoli é advogado e ex-presidente da Câmara Municipal de Taquaritinga (SP).
**Os artigos publicados com assinatura não manifestam a opinião de O Defensor. A publicação corresponde ao propósito de estimular o debate dos problemas municipais, estaduais, nacionais e mundiais e de refletir as distintas tendências do pensamento contemporâneo.



