Pintor, escultor, poeta e professor, artista faleceu neste sábado (10), após aproximadamente 20 dias de internação; sua trajetória de mais de sete décadas alcançou reconhecimento nacional e internacional.
As artes plásticas brasileira perdeu neste sábado, 10 de outubro, um de seus mais expressivos representantes. Morreu, aos 84 anos, o taquaritinguense Washington Luiz da Costa Maguetas, conhecido artisticamente como W. Maguetas. Pintor, escultor, poeta e professor, ele estava internado havia aproximadamente 20 dias. Sua morte encerra uma trajetória marcada pela dedicação às artes e pela projeção de seu trabalho no Brasil e no exterior.
Nascido em Taquaritinga, em 5 de julho de 1942, Maguetas demonstrou interesse pela arte ainda na infância. Em 1950, começou a produzir esculturas em argila e, aos 17 anos, recebeu uma bolsa de estudos concedida por sua cidade natal. Em 1959, participou do 25º Salão Paulista de Belas Artes, apresentando uma pintura relacionada à história de São Sebastião dos Coqueirais.
Na década de 1960, passou a lecionar técnicas de pintura e artes, conciliando a atividade educacional com a produção de esculturas e trabalhos decorativos. Também colaborou com o artista Oscar Valzacchi na pintura de igrejas.
Entre suas realizações públicas mais conhecidas estão a Fonte Luminosa de Novo Horizonte e as esculturas de santos que ornamentam a cúpula da Igreja Matriz de São José, obras associadas à história cultural daquele município.
Sua produção artística ultrapassou as fronteiras brasileiras. Após participar de exposições nacionais nas décadas de 1970 e 1980, Maguetas ampliou sua presença internacional a partir de 1988, com trabalhos apresentados em Caracas, na Venezuela, e iniciativas artísticas no Japão.
Associado ao chamado Impressionismo Tropical, destacou-se pelo uso expressivo de luzes, sombras e cores em paisagens, retratos, naturezas-mortas e cenas do cotidiano. Também desenvolveu o conceito de Trimaismo, proposta artística que combina diferentes recursos técnicos e elementos poéticos na composição das obras.
O reconhecimento de sua trajetória foi registrado no livro W. Maguetas – Vida e Obras, lançado em 2009, e no documentário W. Maguetas – Cores do Sentimento, dirigido pelos irmãos Ricardo e Juliano Sartori, em 2012.
Em sua homenagem, Taquaritinga passou a celebrar, em 5 de julho, o Dia Municipal do Artista Impressionista, instituído em 2018.
Com sua morte, o município perde não apenas um artista de reconhecimento internacional, mas também um professor que dedicou décadas à difusão da cultura. Seu legado permanece nas obras, nos espaços públicos e na memória artística de Taquaritinga e da região.
Até a divulgação das informações iniciais, não haviam sido informados os detalhes sobre velório e sepultamento.



