Por: Tainara Ferreira*
Há, desde sempre, um preconceito que ronda a Literatura Nacional. A maioria dos livros que ganham popularidade e vendem milhares de cópias no Brasil não são de autores brasileiros, o que é uma pena. Mas, afinal, por que existe esse preconceito com as obras do nosso próprio país?
Boa parte dos brasileiros carrega uma espécie de complexo de vira-lata literário, que os faz acreditar que nossa Literatura é inferior à internacional. Essa desvalorização, porém, traz péssimas consequências para um país em que a leitura já é um assunto delicado: muita gente foge dela por supor ser algo “difícil demais de se inserir no cotidiano”. Ademais, afeta também a economia, colocando em risco a sobrevivência de todo o mercado literário, desde as grandes livrarias e editoras até os pequenos sebos.
Além disso, é possível conhecer muito do país onde vivemos e de sua cultura por meio da Literatura: vislumbrar os costumes de outras épocas; vivenciar, por meio das palavras, o caos que permeia as capitais do país; descobrir um pouco sobre o surgimento e a vivência das comunidades, bairros, cidades, e como a sociedade vai se transformando com o passar do tempo.
Vale também mencionar que não só de Machado de Assis é composta a Literatura Nacional. Além do mestre atemporal, que faz tanto sucesso dentro e fora do Brasil e compõe o cânone, há muitos outros nomes importantes que engrandecem nosso acervo literário. Entre tantos, vale citar: Clarice Lispector, Guimarães Rosa, Mario Quintana, Adélia Prado, Cecília Meireles e muitos outros.

A linguagem das obras clássicas te assusta? Não se preocupe, pois os contemporâneos não deixam a desejar. Muitos autores vêm crescendo e ganhando cada vez mais espaço nas estantes dos brasileiros — entre eles, Carla Madeira, Aline Bei, Itamar Vieira Junior, Jefferson Tenório, Conceição Evaristo e Raphael Montes.
Dê uma chance aos nossos conterrâneos e descubra como é possível se surpreender, aprender e se emocionar ao ser capturado por histórias riquíssimas, que têm como plano de fundo o quintal do nosso próprio país.




