Proposta sugere reduzir repasse à concessionária para evitar reajuste ao usuário
A primeira sessão ordinária da Câmara Municipal de Taquaritinga, realizada na noite de 2 de fevereiro, foi marcada por uma série de requerimentos apresentados pelos vereadores. Entre eles, ganhou destaque o pedido do presidente da Câmara, vereador Beto Girotto, que solicitou ao Executivo a reavaliação da proposta de aumento da tarifa do estacionamento rotativo, a Área Azul, atualmente fixada em R$ 2,00 e prevista para subir a R$ 2,50.
No requerimento, o parlamentar destaca que o reajuste contraria os interesses dos usuários do serviço, da Associação Comercial e dos próprios vereadores, além de representar um impacto direto no orçamento da população que utiliza diariamente as vagas rotativas do município. Segundo ele, a medida é vista com preocupação por diversos setores, especialmente em um cenário de pressão econômica sobre comerciantes e consumidores.
Como alternativa ao aumento, o presidente sugere ao prefeito a redução do percentual de repasse mensal à empresa concessionária, hoje fixado em 26%, para 20%. De acordo com os dados apresentados, o repasse médio no exercício de 2025 alcançou R$ 13.500,00 mensais. Com a mudança sugerida, a diferença seria de aproximadamente R$ 800,00 a menos por mês na arrecadação municipal, valor considerado pouco significativo diante do impacto que o reajuste teria sobre os usuários.
O vereador reforça que a principal fonte de receita do contrato com a concessionária não é a tarifa paga pelos motoristas, mas sim a arrecadação de multas, o que, em sua avaliação, torna viável a proposta sem necessidade de onerar diretamente quem utiliza o serviço diariamente. Para os vereadores que apoiam o pedido, a sugestão representa um caminho para equilibrar interesse público, sustentabilidade financeira e manutenção do serviço.
A solicitação agora aguarda análise do Executivo, que deverá decidir se acata ou não a proposta de revisão. A discussão sobre o reajuste promete continuar nos próximos dias, especialmente entre comerciantes e trabalhadores que dependem do estacionamento rotativo no centro da cidade.



