Requerimento aponta demora de até 30 dias para troca de lâmpadas e trechos inteiros às escuras desde setembro
O vereador Véio Modesto apresentou, durante a Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Taquaritinga, realizada em 8 de dezembro, um requerimento solicitando o envio de ofício ao Ministério Público para que sejam adotadas medidas diante da prestação inadequada dos serviços públicos pela CPFL no município. A iniciativa surge após sucessivas reclamações de moradores e constatações feitas pelo próprio parlamentar sobre a falta de manutenção da iluminação pública, problema que, segundo ele, tem se agravado nos últimos meses.

No documento, o vereador destaca que a empresa responsável pelo serviço vem apresentando deficiência recorrente na execução de reparos, apesar de os munícipes pagarem regularmente a taxa correspondente. O ponto mais crítico, segundo o requerente, é o prazo médio de 30 dias para a substituição de uma lâmpada queimada — tempo considerado incompatível com a urgência desse tipo de atendimento, especialmente em áreas de grande circulação.
O parlamentar relata que visitou pessoalmente a Avenida Paulo Zuppani, onde verificou que todo o trecho entre os números 194 e 30 permanece às escuras desde 23 de setembro, sem qualquer solução por parte da concessionária. Além disso, ele ressalta que a situação não é um caso isolado, repetindo-se em diversos bairros e afetando diretamente a sensação de segurança dos moradores.
Embora reuniões entre vereadores e representantes da CPFL tenham sido realizadas ao longo do ano, a empresa tem reiterado que está “dentro da legalidade”. Para Modesto, porém, a justificativa não condiz com o cenário enfrentado pela população, que segue vulnerável e desassistida. Por isso, o vereador entende que a atuação do Ministério Público é necessária tanto para reforçar a fiscalização quanto para determinar a realização de um mutirão de manutenção que normalize com urgência o serviço no município.
O requerimento segue agora para encaminhamento oficial, e a expectativa é de que o órgão ministerial avalie as medidas cabíveis diante das reivindicações apresentadas. A demanda, segundo o vereador, é uma tentativa de dar voz aos moradores que “cumprem com seus deveres, mas não recebem o serviço pelo qual pagam”.



