Ausência de Fernando André Apis em audiência convocada pela Câmara reforça tensão em investigação sobre supostos desvios e possível fraude eleitoral na entidade
O presidente da Associação dos Funcionários Públicos Municipais, Fernando André Apis, não compareceu à audiência da CPI que investiga supostos desvios de recursos e uma possível fraude na eleição que o conduziu ao comando da entidade com apenas 34 votos. A ausência, sem qualquer justificativa encaminhada à Câmara, ocorreu durante reunião realizada nesta semana e foi considerada um agravante pelas vereadoras responsáveis pela condução dos trabalhos.
As parlamentares Mirian Ponzio, Lívia Zuppani e Meire Mazzini aguardaram por mais de uma hora na sala de comissões, à espera do depoimento de André, que havia sido formalmente convocado para prestar esclarecimentos. Entretanto, nenhum comunicado, pedido de adiamento ou justificativa foi apresentado pelo presidente da Associação. A atitude, segundo membros da CPI, poderá acelerar a conclusão do relatório final, uma vez que André era o último nome previsto para ser ouvido — e o único que não compareceu às oitivas.
A CPI, instaurada para apurar indícios de irregularidades administrativas, já reuniu extenso material documental e colheu depoimentos considerados determinantes para o fechamento da investigação. Integrantes da comissão afirmam que os elementos obtidos até o momento formam um conjunto consistente de informações, capaz de subsidiar responsabilizações administrativas e eventuais encaminhamentos ao Ministério Público, caso necessário.
A ausência de André, embora não impeça a continuidade das apurações, reforça questionamentos sobre a condução da Associação e aumenta a expectativa em torno do teor do relatório final. Nos próximos dias, conforme informado pela presidência da CPI, o documento deverá ser concluído e encaminhado ao Plenário da Câmara, onde será submetido à votação dos vereadores.
A depender do resultado, o caso poderá abrir novos desdobramentos políticos e administrativos, envolvendo tanto a direção da entidade quanto a relação institucional entre a Associação e o Poder Legislativo municipal. Para os integrantes da CPI, a prioridade continua sendo garantir transparência, responsabilidade e respeito ao servidor público, princípios que — segundo afirmam — precisam ser reafirmados diante das suspeitas que recaem sobre a atual gestão.



