quarta-feira, 29 abril, 2026

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EMEB Domingues da Silva: Feira Cultural Africana reúne estudantes e comunidade em celebração à diversidade

Evento destaca identidade, história e expressões artísticas de matrizes africanas em escolas municipais de Taquaritinga

A Feira Cultural Africana, promovida pela EMEB Domingues da Silva e pela EMEI Lavínia C. S. Malachias, abriu suas portas nesta quinta-feira, 27, e segue para visitação até sexta-feira, 28, das 7h às 16h, na unidade escolar localizada na Rua Visconde do Rio Branco, no Centro de Taquaritinga. A iniciativa tem como objetivo valorizar a diversidade cultural, reforçar o ensino da história e cultura afro-brasileira e ampliar o diálogo entre educação e comunidade.

O evento apresenta uma série de produções desenvolvidas pelos alunos, abordando elementos como tradições, rituais, expressões artísticas, fauna e flora do continente africano, além de reflexões sobre a influência histórica e contemporânea da África na formação do Brasil. Projetos visuais, murais temáticos, objetos simbólicos e representações do cotidiano africano compõem o circuito educativo preparado pelas equipes pedagógicas.

A feira ocorre em consonância com a Lei 10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino da cultura africana e afro-brasileira nas escolas, reafirmando o compromisso de Taquaritinga com uma educação mais plural e inclusiva. Ao mesmo tempo, a realização do evento reforça a importância de combater estereótipos e ampliar o conhecimento sobre as múltiplas identidades que compõem a diáspora africana.

Segundo a organização, a proposta é promover um espaço de aprendizagem ativa, no qual as crianças participam do processo criativo, pesquisam e apresentam suas interpretações sobre os temas estudados. Professores destacam que atividades desse tipo fortalecem o desenvolvimento crítico dos estudantes e estimulam o respeito às diferenças, sobretudo em um contexto em que debates sobre igualdade racial ganham ainda mais relevância.

A abertura ao público busca envolver familiares e moradores do entorno, criando um ambiente de integração e aproximação entre escola e sociedade. Assim, a feira não apenas celebra a riqueza cultural do continente africano, mas também incentiva a construção de uma educação que valoriza a memória, a identidade e o reconhecimento das origens.