Por: Lucas Fanelli*
Olá caros leitores, espero que vocês estejam bem! Estava aqui pensando que por algum motivo títulos envolvendo diretamente animais podem não ser tão atraentes e assim as vezes podemos perder bons títulos só por conta de um título não tão chamativo. Confesso que quando vi o livro “O Galinheiro” de Amaurício Lopes de cara não me chamou a atenção, mas era uma promoção imperdível e uma leitura rápida, decidi que usaria esse livro como espaço entre um maior que eu havia acabado de terminar e o próximo que também seria grande, como uma respiro entre dois calhamaços. E fico feliz em ter tido essa ideia.
“O Galinheiro” foi aquela surpresa gostosa de quando o lugar que a gente costuma comprar frango assado vendeu todos e você teve que comprar em um lugar que nunca pisou os pés, mas quando da sua primeira mordida o sabor e a suculência que faz agradecer o infortúnio anterior. É uma leitura cheia de sabores e suculências.
Não se deixe levar pelo nome, afinal esse não é um livro de avicultura e com certeza não é um livro com fábulas rurais. O livro chega com a sutileza de um galo de briga no ringue da literatura nacional. Forte, poderoso, original, com a união do suspense e o cômico na medida certa.
Amaurício Lopes consegue unir o cotidiano e cenas chocantes com tanta naturalidade que é difícil imaginar que é uma história de ficção. Bem, assim eu espero que seja afinal. O autor consegue tencionar a corda do suspense na medida certa ao ponto de você sentir vertigem com o que está por vir e só pensar que é uma galinha da angola gritando a cada nova palavra que lê “tô fraco, tô fraco, tô fraco”.
A história gira em torno de uma família de uma cidade do interior que todo ano, no mesmo feriado, eles saem para roubar um galinheiro da cidade para poder fazer o almoço do dia seguinte. Acontece que dessa vez ao invadir o quintal da casa mais imponente da cidade, eles acabam descobrindo uma pista do paradeiro da filha do meio que está desaparecida há 6 meses.
É entre a tensão do presente e flashbacks do passado que a narrativa do livro vai se construindo e quando você acha que vai descobrir finalmente alguma coisa, aparece um flashback que vai sim te explicar o desenrolar da histórica, mas também vai te deixar mais curioso para o desenrolar dessa trama.
A leitura é rápida, mas não é rasa e de forma alguma é clichê. Se você está procurando um suspense diferente, nacional e que sirva de respiro entre leituras mais longas e densas, “O Galinheiro” é o livro perfeito pra isso. Espero que gostem da recomendação desta semana e até a próxima.



