Oferta controlada e demanda externa aquecida impulsionam valorização no Vale do São Francisco e em outras regiões produtoras
A manga palmer apresentou valorização significativa no mercado brasileiro na semana de 15 a 19 de setembro, com alta de 17% no Vale do São Francisco (PE/BA), onde foi negociada a R$ 3,41/kg. O movimento reflete tanto a oferta controlada nas principais praças do País quanto a demanda externa aquecida, que tem sustentado preços mais elevados também no mercado interno.
Em Livramento de Nossa Senhora (BA) e no Norte de Minas Gerais, o cenário também é favorável aos produtores. Na praça baiana, os preços médios alcançaram R$ 3,30/kg, registrando avanço de 20% em comparação à semana anterior. Esses números reforçam a tendência de valorização da variedade palmer, considerada estratégica tanto para exportação quanto para abastecimento do consumo doméstico.
Em contrapartida, a manga tommy enfrentou queda nos preços. No mesmo período, a variedade foi comercializada a R$ 2,04/kg no Vale do São Francisco, representando um recuo de 20% em relação à semana anterior. O declínio está diretamente associado ao aumento da oferta regional, que pressiona as cotações diante da maior disponibilidade no mercado.
A situação pode ser agravada pelo início da safra 2025/26 em Monte Alto e Taquaritinga (SP), regiões tradicionais na produção de manga, que tendem a ampliar ainda mais a oferta da tommy nas próximas semanas. Esse movimento pode acentuar a diferença de preços entre as variedades, colocando em evidência a valorização da palmer frente à queda da tommy.
A dinâmica atual do setor evidencia a relevância da gestão de oferta e do perfil de demanda internacional para definir o comportamento dos preços. Enquanto a palmer mantém-se como variedade de destaque, beneficiada pelo interesse externo e pela limitação da produção, a tommy enfrenta um mercado mais competitivo, dependente do equilíbrio entre safra e consumo interno.
Esse cenário reforça a necessidade de atenção por parte de produtores e comerciantes quanto às estratégias de comercialização, especialmente diante das oscilações típicas do mercado de frutas frescas.




