segunda-feira, 25 maio, 2026

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Jogando Limpo – Série a minha seleção de todos os tempos – O Camisa 9

Por: Rodrigo Panichelli*

Se existe uma posição que, no imaginário de qualquer torcedor, precisa de um nome incontestável, é a do camisa 9. E, na minha Seleção de Todos os Tempos, não poderia ser outro: Ronaldo Nazário, o Fenômeno.

Ronaldo foi mais que um centroavante. Foi a junção da explosão com a técnica refinada, da força com a inteligência, da velocidade com a frieza diante do gol. Se Pelé inventou o futebol moderno, Ronaldo redefiniu o papel do atacante nos anos 90 e 2000.

Um garoto que saiu de Bento Ribeiro e em pouco tempo virou ídolo no PSV, no Barcelona, no Inter de Milão, no Real Madrid e até no Milan. Entre lesões que derrubariam qualquer outro, ele se levantou — e, como um verdadeiro fenômeno, voltou para ser o maior artilheiro de Copas do Mundo por muitos anos.

O camisa 9 que, no auge, não jogava futebol: atropelava defesas inteiras. O jogador que, para mim e para muitos, foi o atacante mais completo que já existiu.

Assim, a minha seleção até agora está escalada com: Rogério Ceni no gol; Leandro e Roberto Carlos nas laterais; Aldair e Maldini na zaga; Gattuso como primeiro volante; Falcão, Zico e Maradona compondo o meio; e Ronaldo, o Fenômeno, comandando o ataque.

Um timaço que une técnica, força, genialidade e história. Mas ainda falta a cereja do bolo. Falta aquele que carrega nas costas a mais pesada das camisas, a que representa a própria alma do futebol: a camisa 10.

Na próxima escalação, revelo quem é o maestro que vai reger essa orquestra de craques.

*Rodrigo Panichelli é colcaborado d’O Defensor.