sábado, 30 maio, 2026

spot_img

TOP 5 DESTA SEMANA

Notícias Relacionadas

Coluna Clikando – Feliz Dia dos Pais

Por: Gabriel Bagliotti*

Neste domingo, 10 de agosto, o Brasil celebra o Dia dos Pais — uma data que, para muitos, vai além de presentes e homenagens protocolares. Para mim, há cinco anos, essa comemoração ganhou um novo sentido. Desde a chegada de Joaquim, meu filho, vivo esse dia com intensidade, emoção e um misto de gratidão e responsabilidade. Ele é, sem dúvida, o melhor presente que a vida me deu. E mais do que isso: é a continuação de uma história que começou muito antes de mim.

Joaquim, fruto do amor incondicional entre minha esposa Nathalia e eu, é uma criança especial em todos os sentidos. Com sua doçura, curiosidade e sensibilidade, ele me ensina diariamente o verdadeiro significado da paternidade. Nesta semana, ao compartilhar que seu momento mais feliz na escola foi a confecção do cartão de Dia dos Pais, percebi o quanto esses gestos simples carregam sentimentos profundos. Ele, que normalmente deixa a imaginação correr solta, fez questão de repetir com exatidão as palavras que escreveu para mim. Não era apenas um cartão — era uma declaração de afeto puro e genuíno.

Mas ser pai não é apenas colher sorrisos e palavras doces. É também revisitar o próprio passado, buscando nos exemplos vividos a base para construir novos caminhos. Tive o privilégio de ter um pai extraordinário — um homem íntegro, honesto, amoroso, cuja trajetória como marido, pai e empresário é admirada por todos que cruzaram seu caminho. Sua ausência física, desde que partiu há quase três anos, deixou um vazio imensurável. No entanto, o que ficou foi o essencial: seu exemplo.

Hoje, ao tentar ser um pai presente, firme e afetuoso para Joaquim, percebo o quanto repito — ainda que inconscientemente — os gestos do meu próprio pai. Quando exijo, quando oriento, quando abraço, quando apoio… é como se estivesse revivendo o que recebi. E é exatamente assim que espero que meu filho um dia se lembre de mim: como alguém que esteve ao seu lado em todas as fases da vida, incentivando, corrigindo e, acima de tudo, amando sem medidas.

O Dia dos Pais deste ano é ainda mais simbólico. Se meu pai estivesse vivo, teria completado 63 anos neste sábado. Não posso deixar de pensar em como ele estaria comemorando, talvez com o neto no colo, orgulhoso das sementes que plantou e dos frutos que estamos colhendo. Ao invés disso, me pego olhando para o céu, certo de que, de alguma forma, ele continua torcendo, cuidando e guiando meus passos. Porque pais verdadeiros não se vão — eles se eternizam em atitudes, valores e lembranças.

Celebrar o Dia dos Pais, portanto, é mais do que uma obrigação comercial ou uma tradição familiar. É um convite à reflexão sobre o papel transformador da paternidade. É entender que ser pai é estar presente nas pequenas rotinas e nas grandes decisões, é saber que cada palavra dita molda o caráter de alguém, é aceitar que, mesmo sem garantias, estamos formando seres humanos que carregarão nossos ensinamentos — bons ou ruins — para o resto da vida.

Neste 10 de agosto, deixo aqui minha homenagem a todos os pais que vivem essa missão com amor, coragem e dedicação. Que não se contentam em ser apenas provedores, mas que escolhem ser presença. Que abraçam o desafio de educar, que erram, aprendem e continuam tentando. Porque ser pai é isso: um exercício constante de entrega e crescimento.

E a todos os que, assim como eu, sentem saudades de seus pais neste dia: que o legado deixado por eles continue sendo nossa maior inspiração.

Até a próxima!

*Gabriel Bagliotti é jornalista responsável e diretor presidente de O Defensor.