sexta-feira, 26 junho, 2026

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Na UNESP: Confirmado caso de gripe aviária em Jaboticabal acende alerta regional

Vírus H5N1 foi detectado em marreca silvestre; prefeitura busca mulher que teve contato direto com ave infectada

Jaboticabal entrou oficialmente em estado de alerta. A Secretaria Municipal de Saúde confirmou o primeiro caso de gripe aviária H5N1 no município, após a detecção do vírus em uma marreca-cabocla (Dendrocygna autumnalis) encontrada no campus da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Unesp (FCAV).

O registro ocorreu no último dia 16 de junho, quando uma mulher — ainda não identificada — deixou a ave nas dependências da universidade. A marreca foi atendida por veterinários, mas não resistiu e veio a óbito em poucas horas. Amostras foram coletadas e enviadas ao Instituto Adolfo Lutz, em Ribeirão Preto, que confirmou a presença do vírus H5N1, conhecido pelo seu alto grau de letalidade e risco potencial à saúde pública.

Comitê de Crise ativado

Diante da gravidade do caso, a Prefeitura montou um Comitê de Crise, intensificando ações de controle sanitário, monitoramento da fauna, vigilância epidemiológica e campanhas de orientação. A localização e identificação da mulher que teve contato direto com a ave tornou-se prioridade, pois ela pode estar exposta ao vírus e precisa de atendimento médico imediato.

Contato humano com aves doentes eleva risco

Embora não haja casos de transmissão entre pessoas registrados em Jaboticabal até o momento, o simples contato com aves infectadas pode representar risco elevado, especialmente em um contexto de circulação do vírus na fauna silvestre.

Por isso, a Secretaria de Saúde emitiu um apelo urgente à população:

  • Não toque em aves doentes, feridas ou mortas.
  • Evite contato com qualquer animal silvestre encontrado em condições incomuns.
  • Comunique imediatamente à Vigilância Sanitária, Defesa Civil ou Secretaria de Saúde qualquer ocorrência suspeita.
  • Procure uma unidade de saúde se teve contato com aves nos últimos dias.

Sinal de alerta para toda a região

O vírus H5N1 já é conhecido mundialmente por sua alta taxa de mortalidade em humanos quando há transmissão. Por isso, mesmo que os casos de infecção entre pessoas sejam raros, o risco existe e as autoridades tratam a situação com máxima seriedade.

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