quinta-feira, 30 abril, 2026

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Segurança e responsabilidade: Colégio Pequeno Príncipe esclarece retirada de árvores após críticas de moradores

Instituição afirma ter seguido orientação técnica e autorização da Secretaria de Meio Ambiente para garantir segurança e acessibilidade

O Colégio Pequeno Príncipe, de Taquaritinga, divulgou nesta semana uma nota oficial para esclarecer a retirada de árvores localizadas na calçada lateral da instituição, na Rua Tiradentes, após o episódio gerar críticas e questionamentos de moradores. A escola afirma que a decisão foi tomada com base em análises técnicas e que todo o procedimento ocorreu com autorização formal da Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

Segundo a instituição, a situação da calçada já vinha sendo motivo de preocupação há algum tempo, devido ao seu estado de deterioração, que colocava em risco pedestres e já havia causado acidentes. Por isso, desde meados deste ano, o colégio buscou orientação de engenheiros e manteve diálogo com o Poder Público na tentativa de encontrar alternativas que evitassem a remoção das árvores. No entanto, de acordo com os pareceres técnicos, as espécies plantadas não eram adequadas para o espaço, e a própria largura da calçada impossibilitava o replantio no mesmo local, uma vez que o espaço não atende à legislação de acessibilidade.

Conforme a nota, a Secretaria de Meio Ambiente analisou a situação e, após avaliação, autorizou a retirada das árvores, orientando também para que o colégio providencie o plantio compensatório em outro local, que será definido pelos órgãos responsáveis. Toda a documentação referente ao processo, segundo a direção, foi emitida de forma regular, reforçando que não houve ação arbitrária.

A instituição destaca ainda seu compromisso com a segurança, a responsabilidade ambiental e o cumprimento das normas públicas. “Nos últimos dias, fomos questionados — e até alvo de críticas — acerca dessa intervenção, razão pela qual julgamos importante apresentar os fatos de forma transparente”, diz o texto assinado pela direção.

Embora o colégio afirme ter seguido todos os procedimentos exigidos, o episódio gerou debate entre alunos, familiares, moradores da região, e ganhou das redes sociais, que lamentaram a retirada das árvores e cobraram alternativas mais sustentáveis. Ainda assim, a legislação ambiental vigente prioriza acessibilidade e segurança em vias públicas, o que, segundo as análises técnicas, não seria possível manter com as espécies que estavam no local.

A divulgação da nota busca, portanto, reduzir o desgaste e prestar esclarecimentos à comunidade escolar e à população, num momento em que decisões envolvendo questões ambientais tendem a gerar grande repercussão e sensibilidade social.