Óbito é considerado suspeito e corpo foi encaminhado ao IML por ausência de atestado médico e sinais aparentes de causa natural
A Polícia Civil registrou, no domingo (20), o encontro de um cadáver em uma residência no centro do município de Cândido Rodrigues, interior de São Paulo. A ocorrência foi formalizada como morte suspeita, uma vez que o corpo, de um homem de 74 anos, já se encontrava em estado avançado de rigidez cadavérica e não havia atestado médico confirmando a causa do óbito.
Conforme consta no boletim de ocorrência, a vítima foi localizada por seu irmão, por volta das 8h30 da manhã, no interior do quarto onde dormia. Segundo o relato prestado à autoridade policial, o homem foi encontrado sem sinais visíveis de violência ou qualquer tipo de lesão que indicasse ação criminosa. Ainda assim, pela ausência de diagnóstico médico e o tempo decorrido até o achado do corpo — estimado em mais de 24 horas —, o caso foi encaminhado como morte suspeita, conforme determina a legislação vigente.
A funerária responsável pelo recolhimento do corpo, a Cristo Reis, solicitou a formalização do boletim com a devida alteração da natureza jurídica do fato, viabilizando assim a liberação para exames necroscópicos junto ao Instituto Médico Legal (IML). O corpo será submetido a perícia para apuração precisa da causa do óbito, medida padrão em casos nos quais não se pode atestar a morte por causas naturais no momento do registro.
Segundo informações da própria família, o falecido era residente habitual do imóvel e vivia de forma tranquila. Não há, até o momento, indícios de que o caso envolva terceiros, mas a análise pericial será determinante para a conclusão da investigação.
A Polícia Civil reforça que a tipificação como “morte suspeita” não implica, necessariamente, em indícios de crime, mas segue protocolo padrão de segurança jurídica e de saúde pública, adotado em qualquer situação na qual o óbito se dá sem acompanhamento médico imediato ou com circunstâncias atípicas.
O caso segue sob os cuidados da Delegacia de Polícia de Taquaritinga, com apoio da unidade de Cândido Rodrigues, responsável pela circunscrição territorial. Familiares foram orientados sobre os trâmites legais e acompanham o desdobramento das providências junto ao IML.
A comunidade local recebeu a notícia com pesar, sendo a vítima conhecida na cidade. O desfecho definitivo dependerá dos laudos periciais que deverão ser emitidos nos próximos dias.



