Cidade já registra 162 ocorrências no ano; Jardim São Sebastião lidera em notificações
O número de acidentes com escorpiões em Taquaritinga (SP) cresceu significativamente em 2025. De acordo com dados do Departamento de Controle de Vetores (DEMCOVE), vinculado à Secretaria Municipal de Saúde, já foram contabilizados 162 casos entre janeiro e agosto deste ano. O dado representa um aumento expressivo em relação ao mesmo período de 2024, quando foram registrados 116 acidentes, o que aponta para um crescimento de aproximadamente 40% nas ocorrências.
A maior parte dos incidentes foi causada pelo escorpião-amarelo, espécie considerada uma das mais perigosas devido ao seu alto potencial de envenenamento. Segundo especialistas, esse tipo de escorpião é altamente adaptável ao ambiente urbano, encontrando nos ambientes domésticos as condições ideais para abrigo e reprodução, como entulhos, redes de esgoto, ralos, frestas e acúmulo de lixo.
A região do Jardim São Sebastião foi identificada como a área com o maior número de registros, tornando-se o principal foco de atenção das equipes de vigilância. A Secretaria de Saúde reforça a necessidade de medidas preventivas por parte da população, como manter terrenos limpos, vedar ralos e frestas nas paredes, além de evitar o acúmulo de materiais em desuso.
Apesar do aumento expressivo nas notificações, não houve óbitos relacionados aos acidentes com escorpiões em 2025. No entanto, o alerta continua, especialmente para crianças, idosos e pessoas com condições de saúde mais frágeis, considerados grupos de maior risco. Em caso de picada, a orientação é procurar atendimento médico imediato, uma vez que o envenenamento é considerado emergência médica.
As unidades de saúde do município estão preparadas para atender os pacientes vítimas de picada e seguem protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde. O tratamento pode incluir a administração de soro antiescorpiônico, além do monitoramento clínico, principalmente nos casos em que há sinais de agravamento, como dor intensa, vômitos, agitação, tremores ou alterações cardíacas.
As autoridades municipais destacam que o controle do escorpionismo depende não apenas da atuação do poder público, mas também da participação ativa da comunidade na eliminação de criadouros e na adoção de práticas que dificultem o acesso dos animais às residências. A intensificação das ações de educação em saúde, vistorias domiciliares e denúncias da população são fundamentais para reduzir os riscos e evitar novas ocorrências.
A população pode acionar o DEMCOVE para solicitações de vistoria e orientações por meio dos canais oficiais da Prefeitura. A colaboração entre governo e cidadãos será decisiva para conter a expansão dos casos e preservar a segurança da comunidade.



