Por: Gustavo Girotto* e Raphael Anselmo**
É preciso dizer com todas as letras: Lula está dando uma aula de política externa. E não há chilique da oposição, nem gritaria ideológica que possa apagar isso.
A recente articulação entre o presidente Lula e o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, caiu como uma bomba — não no governo, que sabe negociar, mas na oposição, que torce abertamente contra o Brasil. A conversa, segundo fontes próximas, foi pragmática e estratégica. E os desdobramentos disso têm tudo para favorecer setores cruciais da economia, como o agronegócio e, em especial, a soja.
E por que isso importa? Porque os EUA são um dos maiores mercados do planeta. Qualquer reabertura, sinal positivo ou articulação direta com figuras de peso do mundo econômico norte-americano pode se traduzir em bilhões para o Brasil. E Lula sabe disso. O presidente age como um chefe de Estado que entende o jogo — não como um adolescente ideológico que se recusa a conversar com quem pensa diferente.
Enquanto isso, o que faz a oposição? Critica. Lamenta. Se incomoda com o sucesso. Torce, abertamente, para que as coisas deem errado. E agora aposta todas as fichas em Marco Rúbio, senador conservador dos EUA, que já deixou claro que sua missão é travar acordos com países que não sigam sua cartilha. A direita brasileira se ajoelha, mais uma vez, a interesses estrangeiros — desde que isso atrapalhe o Brasil de Lula.
Sim, é isso mesmo: enquanto Lula tenta abrir mercados, eles querem fechá-los. Enquanto Lula tenta fortalecer o real e impulsionar as exportações, eles fazem campanha para desvalorizar o Brasil. Tudo em nome de uma cruzada ideológica sem sentido — e sem vergonha.
Está evidente, até para quem ainda tem uma única sinapse funcional, quem trabalha e quem sabota. É nítido quem conversa com o mundo e quem grita no vazio da própria bolha. É irônico, mas está ficando cada vez mais claro, como água cristalina: os verdadeiros patriotas estão no governo, trabalhando pela economia do país.
O Brasil precisa de menos ódio e mais diálogo. E nisso, gostem ou não, Lula está liderando com maestria. Diplomacia se faz com firmeza e inteligência — e o Brasil voltou a ter as duas. Já Tarcísio, tenta se esquivar do problemaço do Metanol – quase soltou com a máxima da Coca-Cola -, um “e dái, não sou coveiro”.
E, olhando pra Taquaritinga, tudo segue como sempre: o fisiologismo firme e forte, o conservadorismo dormindo com o poder e o campo progressista tentando furar o asfalto com colher de café.
A tal “novidade” da vez atende por Partido Novo — novo só na placa, porque o pensamento vem do tempo em que se usava ficha telefônica. É o bolsonarismo de planilha, que acredita que o Excel resolve até a curva de impopularidade.
No fim das contas, o dilema é o mesmo de sempre: tem quem torce pelo Brasil e tem quem torce pra ver o país tropeçar — contanto que o tombo renda cargo ou manchete.
E quem segue de pé, conduzindo o jogo e colhendo os frutos, é Lula — enquanto muita gente ainda tropeça na incoerência ou se torna refém do seu próprio personagem -, vale na política nacional e local. E, mais uma vez, o centrão e a extrema direita mostraram a quem servem.
Durante a negociação da Medida Provisória 1.303/2025, conseguiram barrar o avanço da taxação sobre os super-ricos e desmontaram medidas que fariam quem tem mais contribuir um pouco mais.
O texto original previa aumento de tributação sobre o setor de apostas — as bets — e ajustes que atingiriam o sistema financeiro. Nada disso resistiu à pressão dos lobbies. Resultado: bancos, bilionários e o mercado de apostas respiram aliviados.
Quem continua pagando a conta é o trabalhador. O discurso de “responsabilidade fiscal” segue firme — desde que não mexa no bolso dos super-ricos. É uma luta incansável contra os sabotadores do Brasil.



