Nova fase da Operação Olho de Thundera apreendeu celulares e dispositivos de armazenamento; materiais passarão por perícia criminal
A Polícia Federal de Araraquara deflagrou, na manhã desta quarta-feira (2), uma nova fase da Operação Olho de Thundera, investigação direcionada ao combate à exploração sexual de crianças e adolescentes no ambiente digital. A ação teve como alvos endereços localizados nos municípios de Taquaritinga e Matão.
Segundo informações divulgadas pela Polícia Federal, a ofensiva ocorreu simultaneamente à Operação Nacional Proteção Integral V. Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal de Araraquara.
Durante as diligências, os agentes apreenderam aparelhos celulares e outros dispositivos de armazenamento de dados que estavam em posse de pessoas investigadas. As apurações envolvem suspeitas de produção, armazenamento e/ou compartilhamento de vídeos e imagens de exploração sexual de crianças e adolescentes pela internet.
Os equipamentos recolhidos serão submetidos à perícia criminal, procedimento que poderá identificar arquivos, registros de comunicação e outros elementos considerados relevantes para o avanço da investigação. A análise técnica também deverá auxiliar a Polícia Federal na apuração da origem e eventual circulação dos materiais investigados.
Até o momento, as informações divulgadas não detalham quantos dos mandados foram cumpridos em cada município, nem informam sobre prisões durante a operação. Também não foram divulgadas as identidades das pessoas investigadas. Dessa forma, as apurações prosseguem e eventuais responsabilidades deverão ser estabelecidas no decorrer da investigação, respeitando-se o princípio da presunção de inocência.
Além da atuação repressiva, a Polícia Federal reforçou o alerta a pais e responsáveis sobre a importância do acompanhamento da atividade de crianças e adolescentes na internet. A orientação inclui manter diálogo sobre os riscos presentes em redes sociais, jogos e aplicativos, além de observar alterações repentinas de comportamento que possam indicar situações de risco.
A corporação também destaca que situações suspeitas devem ser comunicadas às autoridades competentes. A investigação permanece em andamento, e novas informações poderão ser divulgadas conforme o avanço dos trabalhos policiais e periciais.




