Por: Gabriel Bagliotti*
Ao longo da minha trajetória como jornalista, acompanhei inúmeras inaugurações, anúncios de obras, investimentos e eventos públicos. Todos possuem sua importância. Mas confesso que poucos momentos me encantam quanto aqueles em que vejo a inclusão acontecendo de forma verdadeira.
Na última sexta-feira, tive a oportunidade de participar da confraternização promovida pelo Centro Municipal de Inclusão Social (CEMIS), “Armando Cogiolla” que marcou o encerramento das atividades do primeiro semestre. O encontro reuniu alguns familiares, profissionais, integrantes da instituição, liderados pela coordenadora Mariana Zuppani e representantes do poder público em um ambiente onde o sentimento predominante era a gratidão.
Mais do que uma simples reunião, aquele momento demonstrou algo que muitas vezes passa despercebido: a inclusão não é responsabilidade apenas de uma instituição. Ela nasce da união entre famílias, educadores, profissionais, gestores públicos e toda a sociedade.
Foi impossível não perceber o carinho com que cada detalhe foi preparado. A apresentação de dança típica, organizada pela professora Isabela Silva, arrancou aplausos e mostrou que talento, dedicação e alegria não encontram barreiras quando existe oportunidade. Cada sorriso dos participantes parecia transmitir uma mensagem muito clara: acreditar nas pessoas sempre vale a pena.
Também considero extremamente importante o reconhecimento dado às famílias. Muitas vezes, elas enfrentam desafios diários que poucas pessoas conhecem. São pais, mães, avós e responsáveis que dedicam tempo, amor e energia para garantir o desenvolvimento de seus filhos e familiares. Quando uma instituição reconhece essa parceria, fortalece ainda mais o trabalho realizado.
A presença dos secretários Alexandre Rocha e Samir Ribeiro demonstrou que políticas públicas voltadas à inclusão precisam ser acompanhadas de perto pelo poder público. Mas, acima de qualquer autoridade presente, quem realmente protagonizou aquele encontro foram os integrantes do CEMIS. Eles são a razão de existir da instituição e também a maior prova de que investir na inclusão produz resultados concretos.
Vivemos em uma sociedade que ainda fala muito sobre inclusão, mas que, infelizmente, nem sempre a pratica. Incluir não significa apenas abrir portas. Significa oferecer condições para que cada pessoa desenvolva seu potencial, participe da vida em comunidade e seja respeitada em sua individualidade.
O CEMIS tem desempenhado exatamente esse papel. Mais do que oferecer atividades, constrói autoestima, fortalece vínculos familiares e cria oportunidades para que seus integrantes cresçam com autonomia e dignidade.
Saí daquele encontro com uma convicção ainda maior: uma cidade só pode ser considerada verdadeiramente desenvolvida quando ninguém fica para trás. Não basta investir em obras, infraestrutura ou crescimento econômico. É preciso investir, acima de tudo, nas pessoas.
Que o segundo semestre seja ainda mais produtivo para todos que fazem parte do CEMIS. Que novas conquistas sejam alcançadas e que o exemplo deixado por essa instituição continue inspirando nossa cidade.
Porque a inclusão não é um favor. Ela é um direito. E quando esse direito é exercido com respeito, carinho e dedicação, toda a sociedade cresce junto.



