Deputado federal destaca impacto social da medida e sugere transição gradual para preservar empregos e produtividade
O deputado federal Baleia Rossi (MDB) manifestou-se publicamente a favor do fim da escala 6×1 no Brasil, propondo uma mudança estrutural na jornada de trabalho como forma de ampliar a qualidade de vida dos trabalhadores. A declaração foi feita em alusão ao Dia do Trabalhador, celebrado em 1º de maio, e reforça um debate crescente no país sobre a relação entre produtividade, tempo de trabalho e bem-estar social.
De acordo com o parlamentar, a atual configuração da escala, que prevê seis dias consecutivos de trabalho para um de descanso, impacta diretamente a convivência familiar. “Quantos pais e mães saem de casa antes dos filhos acordarem e retornam quando eles já estão dormindo?”, questiona. Para ele, o modelo vigente compromete um dos valores mais importantes para a população brasileira: a família, apontada por pesquisas como prioridade para 96% dos cidadãos.
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A proposta defendida por Rossi está formalizada na PEC 221, que prevê a redução da jornada semanal para 36 horas, sem diminuição salarial. O texto também estabelece uma transição gradual de até 10 anos, justamente para permitir que empresas se adaptem à nova realidade sem prejuízos econômicos significativos. Segundo o deputado, a medida busca equilibrar os interesses de trabalhadores e empregadores, respeitando a dinâmica do mercado.
No contexto internacional, o parlamentar cita experiências de países como Chile e Colômbia, além de testes realizados na Islândia e no Reino Unido, onde a redução da jornada apresentou resultados considerados positivos. “Em muitos casos, a produtividade não caiu, pelo contrário, aumentou”, destacou. A referência a esses modelos reforça o argumento de que a diminuição da carga horária pode ser compatível com eficiência econômica.
Especialistas, no entanto, costumam ponderar que a implementação de mudanças desse porte exige análise cuidadosa de setores específicos, especialmente aqueles com alta dependência de mão de obra contínua, como comércio e serviços. Ainda assim, o debate ganha força no cenário político e social, impulsionado por transformações nas relações de trabalho e pela busca por maior equilíbrio entre vida profissional e pessoal.
Ao defender a proposta, Baleia Rossi enfatiza que “modernizar o trabalho é devolver tempo de vida às pessoas”, sintetizando a essência da discussão. A tramitação da PEC ainda depende de etapas no Congresso Nacional, onde deverá enfrentar debates técnicos e políticos antes de eventual aprovação.



