terça-feira, 12 maio, 2026

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Artigo: Prevenção da Obesidade

O desafio de agir antes que o problema apareça

Por: Arthur Micheloni*30

No dia 11 de outubro, comemoramos o Dia Nacional de Prevenção da Obesidade, uma data que nos convida a refletir sobre um dos maiores desafios da saúde pública moderna. De acordo com o Ministério da Saúde, mais da metade dos brasileiros está com excesso de peso, e o número de pessoas com obesidade cresce de forma alarmante entre crianças, adolescentes e adultos.

Mas o que, de fato, significa prevenir a obesidade e como isso pode ser colocado em prática no cotidiano?

Prevenir é agir antes que o ganho de peso se torne doença. É construir um estilo de vida equilibrado, baseado em boas escolhas alimentares, sono adequado, movimento e cuidado emocional. O objetivo não é apenas estético, mas também proteger o corpo de doenças associadas, como diabetes tipo 2, hipertensão, apneia do sono, distúrbios cardíacos e alguns tipos de câncer.

A obesidade não tem uma única origem, ela  resulta da combinação entre genética, comportamento, ambiente e emoções. Por isso, a prevenção precisa ser ampla, contínua e adaptada à realidade de cada pessoa.

A vida moderna, com sua correria e estresse, tornou-se terreno fértil para o aumento do peso corporal. A falta de tempo para cozinhar ou se exercitar leva a escolhas mais práticas, e, muitas vezes, menos saudáveis. Alimentos ultraprocessados, ricos em açúcar, gordura e sódio, dominam a rotina de grande parte da população. Além disso, o tempo prolongado diante das telas reduz o gasto energético e contribui para o sedentarismo, especialmente entre as crianças.

A boa notícia é que é possível prevenir, e o processo começa com pequenas mudanças.

Adotar uma alimentação natural e equilibrada é o primeiro passo. Isso inclui priorizar frutas, legumes, verduras, grãos integrais e proteínas magras, além de reduzir o consumo de ultraprocessados, bebidas açucaradas e fast food. Comer com calma, mastigar bem e respeitar os sinais de saciedade também faz parte de uma relação mais saudável com a comida.

A atividade física também importa. Não é preciso ser atleta, caminhar, dançar, pedalar ou fazer exercícios funcionais já é suficiente para manter o corpo ativo e o metabolismo equilibrado. O mais importante é encontrar prazer no movimento e manter a regularidade.

Vale lembrar que o exercício físico melhora não só o corpo, mas também a mente, reduzindo o estresse e fortalecendo a autoestima.

Dormir bem também é fundamental. O sono insuficiente altera hormônios como a leptina e a grelina, que regulam o apetite, aumentando a fome e a vontade por alimentos calóricos.

Além disso, a saúde emocional influencia diretamente o peso corporal, muitas pessoas recorrem à comida como forma de aliviar a ansiedade. Buscar apoio psicológico pode ser uma ferramenta poderosa nesse processo.

A família tem um papel determinante. Crianças aprendem observando, e cultivar bons hábitos desde cedo é uma das formas mais eficazes de prevenir a obesidade infantil. Refeições simples e caseiras, em ambiente tranquilo, ajudam a formar uma relação positiva com a alimentação. Trabalhe a seletividade alimentar o mais rápido possível, isso ajudará a evitar muitas doenças no futuro.

Mais do que uma questão estética, prevenir a obesidade é um ato de cuidado com a vida. É entender que cada decisão diária, o que comemos, quanto dormimos e como lidamos com o estresse, molda nossa saúde a longo prazo.

Não há atalhos nem milagres, há um caminho possível, feito de pequenas atitudes consistentes e de um olhar mais gentil para si mesmo.

* Arthur Micheloni é Fisioterapeuta, Nutricionista e licenciado em Ciências Biológicas. Possui pós-graduação em Osteopatia, Fitoterapia, Ortopedia e Traumatologia, Nutrição no Transtorno do Espectro Autista e Nutrição Esportiva. Atua com abordagem baseada na Medicina Integrativa, unindo ciência e experiência clínica. drarthur@clinicamicheloni.com

**Os artigos publicados com assinatura não manifestam a opinião de O Defensor. A publicação corresponde ao propósito de estimular o debate dos problemas municipais, estaduais, nacionais e mundiais e de refletir as distintas tendências do pensamento contemporâneo.