segunda-feira, 1 junho, 2026

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Jogando Limpo – SAF não é milagre — é negócio

Por: Rodrigo Panichelli*

Virou moda no futebol brasileiro acreditar que basta virar SAF pra resolver tudo. Dívida some, time melhora, estádio enche. É quase como se o CNPJ tivesse o poder de fazer gol de falta, pagar salário em dia e levantar taça. Só que não.

SAF não é milagre. É negócio. E como todo negócio, depende de gestão, visão e competência — três palavras que o futebol brasileiro costuma tratar como palavrão.

Clubes quebrados acharam que o investidor viria pra pagar a conta e fazer caridade. Ledo engano. O investidor quer retorno. Não está comprando paixão, está comprando patrimônio, base, torcida e projeção. E o pior: muitos dirigentes ainda agem como se fossem donos do clube, mesmo depois de vendê-lo.

Olhe o caso do Vasco da Gama, que acreditou num conto de fadas e descobriu que, no fim, o dinheiro não compra tempo, nem planejamento. SAF sem governança é só um novo crachá pra velhos problemas.

O torcedor precisa entender: SAF não é a salvação do futebol, é apenas uma ferramenta. O que salva um clube é projeto, seriedade e gente que entenda do jogo — dentro e fora de campo.

E enquanto o Brasil continuar achando que basta “virar empresa” pra virar profissional, vai continuar sendo amador. Só que com CNPJ.

*Rodrigo Panichelli é colaborador d’O Defensor.