sexta-feira, 17 abril, 2026

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Jogando limpo – A camisa vermelha: quem é o pai da criança?

Por: Rodrigo Panichelli*

Na semana passada, viralizou a história de que a Seleção Brasileira usaria uma camisa vermelha na Copa do Mundo de 2026. Vermelha?!. Sim, isso mesmo. O país que exportou Pelé com a camisa amarela agora estaria cogitando trocar o ouro por sangue — se dependesse do boato.

A origem? Um site estrangeiro, especializado em vazamentos de uniformes, desses que nem sempre erram, mas muitas vezes acertam por chute. A informação ganhou o mundo e chegou aos programas esportivos, aos jornalistas “de prestígio” e, claro, às redes sociais — esse tribunal impiedoso e apressado.

E o resultado? Uma gritaria generalizada. Do “isso é um absurdo!” ao “finalmente vamos nos livrar do sequestro da amarelinha”, passando por teorias da conspiração dignas de filme ruim. O problema? A CBF e a Nike já negaram tudo. Oficialmente, nada de camisa vermelha. Mas aí é tarde. A criança já estava no mundo.

Só faltava descobrir quem é o pai.

Mas esse pai não quer fazer teste de DNA. Ninguém assume. Porque talvez o próprio parto tenha sido proposital — ou convenientemente oportuno. Coincidência ou não, a bomba cai num momento em que a CBF está atolada até o pescoço em escândalos e omissões: não temos técnico definido para a Seleção. A entidade tenta abafar, sem sucesso, denúncias de nepotismo, regalias na Copa de 2022 e um modelo de gestão que é tudo, menos republicano.

Seria a camisa vermelha, então, uma cortina de fumaça? Ou uma provocação político-partidária? Afinal, estamos no Brasil polarizado de 2025, onde até o verde-amarelo virou disputa ideológica. Alguns viram na possível camisa vermelha um “golpe vermelho” no patriotismo. Outros a celebraram como “a libertação” da camisa da Seleção. Ninguém parou para pensar se era só marketing.

Na minha opinião? Terceiro uniforme, tudo bem. É moda, dá lucro, rende post no Instagram. Mas camisa vermelha como segundo uniforme na Copa, não. Se for para usar algo novo, que seja com responsabilidade, sem fake news. Porque a Seleção é do povo, não de um lado ou de outro.

Agora, sobre o pai da criança… ele não vai aparecer. Como muitos que fazem o estrago e depois somem. E a criança — ou melhor, a notícia — já está andando por aí, desinformando mais que esclarecendo.

*Rodrigo Panichelli é colaborador do Jornal O Defensor