quarta-feira, 18 fevereiro, 2026

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Tristeza: Família denuncia furto de estátua de bronze no cemitério municipal

Descoberta ocorreu na manhã de segunda-feira e reacende críticas sobre segurança do espaço público.

A tranquilidade do Carnaval foi interrompida por um episódio marcado por indignação e sentimento de desrespeito no cemitério municipal de Taquaritinga. Na manhã de 16 de fevereiro, Reinaldo Occhiutto, conhecido como Reinaldinho, relata ter vivido uma situação que descreve como “horrível” ao visitar o túmulo do pai: a estátua de bronze que ornamentava o mausoléu da família havia sido furtada. A peça, segundo ele, havia sido produzida pela avó há mais de 60 anos, carregando valor histórico, afetivo e simbólico.

De acordo com o relato, o visitante percebeu imediatamente sinais de abandono. Nenhum funcionário estava presente no momento da visita, a secretaria encontrava-se fechada e não havia responsáveis para registrar a ocorrência. A ausência de atendimento levou o morador a buscar outros meios para denunciar a situação. “Estamos todos indignados, é um descaso com o patrimônio familiar”, afirmou.

O episódio reacende o debate sobre segurança, vigilância, manutenção e gestão de patrimônio público, temas que têm mobilizado moradores em diferentes momentos. Para Reinaldinho, o caso evidencia uma fragilidade preocupante: “Taquaritinga não está para amadores”, disse, ao destacar sua frustração com a falta de estrutura para receber e orientar cidadãos que buscam o local.

A família teme que outras ocorrências semelhantes possam acontecer caso não haja uma atuação mais efetiva do poder público. “Isso precisa ser denunciado para que não ocorram mais assaltos no cemitério”, reforçou o morador, lembrando que tios e demais familiares também expressaram forte insatisfação com o que classificam como descaso e falta de manutenção.

O furto de peças de bronze e metais em cemitérios é um problema recorrente em diversos municípios, motivado pelo valor de revenda do material no mercado clandestino. Por isso, especialistas costumam defender ações de vigilância contínua, reforço no monitoramento eletrônico e presença regular de funcionários, medidas que ajudam a inibir furtos e depredações.

A Prefeitura ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso até o momento do fechamento desta matéria. A expectativa da família é de que haja investigação, reposicionamento de equipes e maior fiscalização no local, a fim de evitar novos episódios semelhantes e assegurar o respeito a espaços que, além de públicos, guardam memórias e histórias de gerações.