Clikando – Parabéns Taquaritinga – 131 anos de muita história!

Compartilhe esta notícia:

Um mergulho na rica trajetória da cidade desde sua doação de terras até a emancipação política.

Por: Gabriel Bagliotti*

Nesta quarta-feira, 16 de agosto, Taquaritinga celebra um marco significativo em sua trajetória: a data que assinala sua emancipação político-administrativa. Embora muitos possam associar essa comemoração ao aniversário da cidade, é importante esclarecer que este é o dia em que fomos alçados à categoria de município, sob o nome de “Ribeirãozinho”. A história que nos trouxe até aqui é fascinante, rica em personagens e momentos que moldaram a identidade de nossa comunidade.

Tudo começou em 8 de junho de 1868, quando Bernardino José de Sampaio liderou a doação de terras por proprietários rurais, culminando na formação do patrimônio de “São Sebastião dos Coqueiros”. Esse nome refletia a abundância das árvores de mesmo nome na região. Essas terras, avaliadas em 180.000 réis, marcaram o ponto a partir do qual a doação de Taquaritinga se estabeleceu, hoje conhecido como a Praça Doutor Waldemar D’Ambrósio.

O principal doador de terras que moldaram o patrimônio foi Bernardino José de Sampaio, uma figura notável nascida em 13 de novembro de 1831, que marcou a história local com sua dedicação à cidade e ao cultivo de café. Ele não apenas doou quinze alqueires em 1868, mas também desempenhou papéis importantes na administração local, sendo o primeiro juiz de Paz e o primeiro presidente da câmara eleito. Seu legado permanece entrelaçado com a trajetória de Taquaritinga.

Além de sua história de formação, Taquaritinga também foi palco de eventos significativos, como a tentativa de restauração do regime monárquico em 23 de agosto de 1902, conhecida como a Revolta de Ribeirãozinho. No entanto, o movimento monarquista foi logo reprimido pelo governo republicano, marcando uma página na história local.

Outro ponto importante da nossa história é o Clube Atlético Taquaritinga, fundado em 1942, e, tendo como sua “casa”, o Estádio Municipal Adail Nunes da Silva o Taquarão, com capacidade máxima de aproximadamente 23 000 pessoas, foi construído em apenas 89 dias, com ajuda e esforço de toda a população em 1983. Vale lembrar que em maio de 2014, o estádio foi interditado pela Justiça a pedido do Ministério Público por problemas estruturais, devido a vários fatores e pelo descaso das autoridades municipais da época. Hoje, anos após o “Leão da Araraquarense” tem sido uma das alegrias da população que juntos buscam o acesso do CAT para a Série A3 do Futebol Paulista.

Ao longo do tempo, nossa cidade acolheu diversos grupos de imigrantes, principalmente italianos, espanhóis e portugueses, que contribuíram para a diversidade cultural e para a construção da identidade local. A cultura sul italiana exerceu forte influência em nosso comportamento, comércio e relações de trabalho, enquanto a influência da Igreja Católica e o conservadorismo moldaram nossas relações interpessoais e até mesmo nossa arquitetura.

Hoje, ao celebrarmos mais um ano de nossa emancipação política, convidamos todos a mergulharem nessa história rica e envolvente que nos trouxe até aqui. É um convite para conhecermos as origens da cidade que chamamos de lar, para compreendermos os valores que moldaram nossa cultura e para nos inspirarmos no legado deixado por figuras como Bernardino José de Sampaio. Essa celebração vai além da data em si; é uma oportunidade para nos reconectarmos com nossa história e, assim, compreendermos melhor nosso presente e construirmos nosso futuro.

*Gabriel Bagliotti é jornalista responsável e diretor presidente de O Defensor.

Compartilhe esta notícia: