Artigo: Conheça os novos aliados da saúde mental

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Por: Arthur Micheloni*

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) cerca de 9,3% da população brasileira sofre de ansiedade, constatando que somos o país mais ansioso do mundo. Com a pandemia, essa taxa se intensificou ainda mais.

A algum tempo cientistas vêm estudando a ligação entre o intestino e o cérebro. Já que nesse órgão habitam mais de 100 trilhões de bactérias, descobriram que a ação desse órgão vai além de apenas participar da digestão de alimentos. Quando ocorre um desequilíbrio nesse sistema, pode ocorrer uma inflamação no corpo, ativando o sistema imunológico e alterando neurotransmissores, como por exemplo a serotonina (moléculas responsáveis pela comunicação das células no sistema nervoso). Imagina só o que podem fazer 100 trilhões de bactérias em desequilíbrio dentro do nosso corpo. O resultado pode levar a alterações de humor e comportamento.

Probióticos e Psicobióticos

Probióticos orais fornecem bactérias especificas que equilibram o organismo, assim, colocando ordem no ambiente.

Para melhorar a saúde mental, os mais indicados são os psicobióticos, entenda:

O primeiro lançado no Brasil conta com duas cepas, os Lactobacillus helveticus R0052 e os Bifidobacterium longum R0175. Essas, são as únicas aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) com estudos que alegam a redução das sensações de ansiedade. Apesar disso, existem várias outras variantes que podem ter ação benéfica no sistema nervoso central, porém é importante analisar como elas se comportam juntas e se trabalham em sinergia.

Cada profissional vai prescrever da melhor maneira para encontrar o psicobiótico correto para seu paciente. Geralmente observando a prática diária e a oportunidade de antecipar a utilização do produto em períodos em que possa ter uma alta na ansiedade e no estresse, tentando fazer com que a microbiota do paciente esteja equilibrada e seu organismo pronto para enfrentar essas situações.

Segundo estudos, em um mês após o início da ingestão do suplemento, já aparecem os benefícios. E melhor ainda, sem risco de dependência. Porém, para termos um melhor resultado, devemos destacar a importância da mudança de hábitos, como praticar atividade físicas, evitar o tabagismo e ter uma alimentação balanceada e composta de elementos prébioticos, que funcionam como um substrato para os probióticos.

* Arthur Micheloni é Fisioterapeuta, pós-graduado em Osteopatia, Ortopedia e Traumatologia, pós-graduando em Fitoterapia, discente e adepto da Medicina Integrativa e graduando em Nutrição – e-mail: [email protected]

**Os artigos publicados com assinatura não manifestam a opinião de O Defensor. A publicação corresponde ao propósito de estimular o debate dos problemas nacionais e mundiais e de refletir as distintas tenências do pensamento contemporâneo.

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