Artigo: Inovação e nova tendência na nossa cervejinha

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Por: Arthur Micheloni*

De acordo com a Euromonitor Internacional, no ano passado as vendas de produtos sem glúten, orgânicos e com menos sódio aumentaram 3,5% comparado ao ano anterior, atingindo a marca de 100 bilhões de reais.

Atualmente a principal tendencia é a redução no consumo de glúten, e ao contrário do que muitos pensam, essa tendencia não é impulsionada pelas pessoas diagnosticadas com doença celíaca. Hoje a maioria desses consumidores são impulsionados por sintomas que aparecem ao consumir alimentos com glúten. Vários relatam que ao parar de comer esses alimentos observavam uma significativa diminuição em inchaços e na sensação de estufamento.

Formado pela combinação de dois grupos de proteínas (gliadina e a glutenina). Possui uma estrutura complexa, por isso sua digestão tende a ser mais trabalhosa. O processo começa no estômago e segue para o intestino delgado, onde a proteína é quebrada em pequenas partes e transformada em aminoácidos. Assim que chega nas células funciona como uma fonte de energia ou substrato para produção de novas proteínas.

O glúten é encontrado principalmente em grãos de trigo, cevada, centeio e aveia, o glúten é o responsável pela elasticidade adequada das massas e permite a retenção de gases produzidos durante a fermentação, contribuindo para o crescimento de pães e bolos.

Com essa crescente demanda de produtos sem glúten, várias parcas estão apostando no mercado. A Stella Artois Sem Glúten utiliza os mesmos ingredientes da sua cerveja tradicional. Porém, utilizando novas tecnologias no processo de produção possibilitam a quebra da proteína do glúten sem provocar mudanças no sabor da cerveja. Para garantir sua segurança, a marca conta com testes com certificação internacional, que são realizados em quatro etapas diferentes entre a produção e o envase. Elas são feitas no tanque final, antes do envase, e, em seguida, no início, meio e final do processo de engarrafamento de cada lote. O produto finalizado é analisado em laboratórios externos certificados. Dessa forma o teor de glúten da cerveja é inferior a 20 ppm (partes por milhão). Ainda assim, portadores da doença celíaca, alérgicos e intolerantes à proteína devem sempre consultar um médico para liberar o consumo da nova versão da marca.

* Arthur Micheloni é Fisioterapeuta, pós-graduado em Osteopatia, Ortopedia e Traumatologia, pós-graduando em Fitoterapia, discente e adepto da Medicina Integrativa e graduando em Nutrição – e-mail: [email protected]

**Os artigos publicados com assinatura não manifestam a opinião de O Defensor. A publicação corresponde ao propósito de estimular o debate dos problemas nacionais e mundiais e de refletir as distintas tenências do pensamento contemporâneo.

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