Artigo: Novembro Azul

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Por: Arthur Micheloni*

O movimento mundialmente conhecido, tem como objetivo alertar a sociedade sobre a importância da prevenção e diagnóstico precoce do câncer de próstata, tipo mais comum entre os homens, é a causa de morte de 28,6% da população masculina que desenvolve neoplasias malignas.

No Brasil, um homem morre a cada 38 minutos devido ao câncer de próstata, segundo os dados mais recentes do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

As principais causas são:

-Idade:

 A patologia é mais comum após os 50 anos.

-Histórico familiar:

Quando um indivíduo tem pai ou irmão que foi diagnosticado antes dos 60 anos com câncer de próstata, o risco de ter o problema é de três a dez vezes maior.

-Estilo de vida:

Consumo excessivo de bebidas alcoólicas, sedentarismo, tabagismo e a má alimentação estão ligados a maior taxa de propensão a ter câncer de próstata.

-Obesidade:

O excesso de gordura corporal deixa o organismo em um estado de inflamação constante e afeta a produção de vários hormônios. Tudo isso aumenta o risco de células se desenvolverem desordenadamente, dando origem a diversos tumores.

A melhor forma de garantir a cura do câncer de próstata é o diagnóstico precoce. Mesmo na ausência de sintomas, homens a partir dos 45 anos com fatores de risco, ou 50 anos sem estes fatores, devem ir ao urologista para conversar sobre o exame de toque retal, que permite ao médico avaliar alterações da glândula, como endurecimento e presença de nódulos suspeitos, e sobre o exame de sangue PSA (antígeno prostático específico). Cerca de 20% dos pacientes com câncer de próstata são diagnosticados somente pela alteração no toque retal. Outros exames poderão ser solicitados se houver suspeita de câncer de próstata, como as biópsias, que retiram fragmentos da próstata para análise, guiadas pelo ultrassom transretal.

O melhor tratamento vai depender de vários aspectos, como o atual estado de saúde, expectativa de via e estadiamento da doença.

Faça a visitação ao seu urologista periodicamente, vamos juntos combater essa patologia que de acordo com o Inca (Instituto Nacional do Câncer), esse ano deve ter 65.840 novos casos em nosso país.

* Arthur Micheloni é Fisioterapeuta, pós-graduado em Osteopatia, Ortopedia e Traumatologia,  pós-graduando em Fitoterapia, discente e adepto da Medicina Integrativa e graduando em Nutrição – e-mail: [email protected]

**Os artigos publicados com assinatura não manifestam a opinião de O Defensor. A publicação corresponde ao propósito de estimular o debate dos problemas nacionais e mundiais e de refletir as distintas tenências do pensamento contemporâneo.

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