Artigo: Esclerose Múltipla

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Por: Arthur Micheloni*

A esclerose múltipla é uma doença neurológica, autoimune e crônica em que as células de defesas do nosso organismo ataca a bainha de mielina (estrutura protetora que reveste os neurônios), causando lesões cerebrais e medulares.

 A doença ainda tem causas desconhecidas, porém a EM tem sido foco de muitos estudos, o que está possibilitando uma significativa evolução na qualidade de vida dos pacientes, sendo esses, segundo a ABEM (Associação Brasileira de Esclerose Múltipla) geralmente são mulheres de 20 a 40 anos.

Estamos falando de uma patologia que não tem cura, mas os tratamentos disponíveis podem ajudar a controlar os sintomas, evitando as crises ou atrasando a sua evolução.

Se manifesta através de diversos sintomas, tais como: fraqueza muscular, fadiga intensa, alteração do equilíbrio e da coordenação motora, dores articulares, alterações fonoaudiológicas, transtornos visuais, transtornos cognitivos e emocionais e disfunções intestinais e da bexiga.

De acordo com a ABEM, estima-se que cerca de 40 mil brasileiros estão diagnosticados com a patologia.

O diagnóstico é feito por um neurologista, tirando por base a história clínica e os sintomas apresentados pela pessoa, exames de sangue para ajudar a descartar outras doenças com sintomas semelhantes e a ressonância magnética, onde pode ser verificada a degradação da bainha de mielina.

O tratamento geralmente  deve ser feito com medicamentos indicados pelo médico com o objetivo evitar a progressão da doença, diminuir o tempo e a intensidade das crises e controlar os sintomas. A fisioterapia é um aliado importante, já que permite que os músculos sejam ativados (utilizando alongamentos e fortalecimentos), controlando a fraqueza e a dificuldade de andar e evitando a atrofia muscular.

Manter-se ativo e fazer atividade física regularmente ajuda a evitar a progressão da doença e previni o aparecimento mais rápido de alguns sintomas. Recomenda-se praticar atividades pelo menos 3 vezes por semana, além de fazer de 10 a 15 minutos de relaxamento diariamente.

Existem também, opções de tratamentos naturais, como uma dieta balanceada, ajuda a aliviar sintomas de prisão de ventre ou cansaço. Aumentar o consumo de alimentos ricos em vitamina D ou fazer terapias integrativas, como acupuntura, ozonioterapia ou acupressão. No entanto, estes não substituem o tratamento indicado pelo médico, apenas complementam.

A superdose de vitamina D também pode ser indicada como remédio contra esclerose múltipla, uma vez que alguns estudos indicam que altos níveis de vitamina D ajudam a diminuir o risco de crises, reduzem a atividade da doença e podem também reduzir o risco de desenvolvimento da esclerose múltipla.

* Arthur Micheloni é Fisioterapeuta, pós-graduado em Osteopatia, Ortopedia e Traumatologia, pós-graduando em Fitoterapia, discente e adepto da Medicina Integrativa e Graduando em Nutrição  – e-mail: [email protected]

**Os artigos publicados com assinatura não manifestam a opinião de O Defensor. A publicação corresponde ao propósito de estimular o debate dos problemas nacionais e mundiais e de refletir as distintas tenências do pensamento contemporâneo.

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