Artigo: Feliz 2022, a partir de agora

Por: Luís Bassoli*

√ Há vários exemplos de que a evolução humana se desenrola em ciclos: alternam-se períodos de trevas e obscurantismo com de progressos e realizações, épocas de caos precedem tempos de desenvolvimento.

  • Cito algumas situações enigmáticas: foi na sequência do governo de Herodes, “um louco que assassinou a própria família”, que despertou Jesus Cristo.
  • A Idade Média foi a era da tirania, violência, pobreza, degeneração; e foi sucedida pelo Renascimento, período de avanço na economia, nas artes, na valorização da razão e da ciência.
  • No final do século 19, a Europa vive a Belle Époque (“bela época”, em Francês), a sensação de otimismo e paz, novidades na música e no cinema, avanços tecnológicos: as potências europeias vivem a plenitude na vida cotidiana; e então eclode a Primeira Guerra Mundial, a mais desumana das batalhas, com uso de armas químicas, combates corpo-a-corpo, que resulta em 17 milhões de mortes.
  • Vamos ao Brasil dos anos 1950, o presidente JK dá a tônica da modernização na indústria, nos costumes, nas artes – surge a Bossa Nova, o samba como alta cultura, o teatro, cinema e a tv no esplendor. Eis que o sonho de 50 anos em 5 é abortado pelo golpe militar de 1964, que desencadeia décadas de censura, perseguição, tortura e morte.
  • O processo de redemocratização, iniciado em 1985, avança com as eleições diretas e a Constituição, supera os obstáculos Sarney e Collor com a reengenharia econômica de Itamar e FHC – o Plano Real abre o horizonte para o Brasil voltar a sonhar: as trevas da ditadura, finalmente, dão lugar a um novo ciclo de luz.
  • O País segue o avanço civilizatório nos governos Lula, com a redução da miséria, a inclusão dos jovens das classes baixas nas Universidades, aumenta do emprego e renda; até que o ciclo do retrocesso se reapresenta em 2016.
  • Agora, estamos no ápice da mais recente era de trevas, o predomínio da superstição sobre o estudo, da mentira sobre a verdade.
  • Porém, a sociedade brasileira se organiza para dar fim a esse ciclo e retomar a consciência.
  • A filosofia se popularizou como nunca com Mário Sérgio Cortela, Leandro Karnal e Luiz Felipe Pondé; o cristianismo renovado com os padres Fábio de Mello e Júlio Lancellotti; a arte como resistência, de Caetano Veloso ao Emicida; enfim.
  • O ano de 2021 pode ser o prenúncio de novos tempos, tempos de fé e gratidão.
  • Feliz 2022!

* Luís Bassoli é advogado e ex-presidente da Câmara Municipal de Taquaritinga (SP).

**Os artigos assinados não representam a opinião de O Defensor!