Material produzido por alunos de Psicologia das Faculdades ITES reúne informações técnicas, linguagem acessível e orientações essenciais sobre o processo adotivo
A adoção, enquanto medida de proteção prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), exige preparo, responsabilidade e compreensão profunda sobre as necessidades emocionais e sociais dos envolvidos. Com o objetivo de ampliar o acesso a informações confiáveis e orientar a população sobre cada etapa desse processo, alunos do 5º ano de Psicologia das Faculdades ITES desenvolveram uma cartilha explicativa que aborda desde conceitos básicos até procedimentos legais, avaliação psicossocial e a importância do acolhimento afetivo. O material foi elaborado na disciplina de Psicologia Jurídica e Forense, sob orientação da professora Nayara Thaís Bedin Maida.
A cartilha apresenta, de forma clara e acessível, o que é a adoção, esclarecendo que se trata de um processo legal que possibilita a crianças e adolescentes o direito à convivência familiar quando sua família de origem não pode garantir esse cuidado. O conteúdo também detalha as etapas formais, como inscrição no Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA), análise documental, estudos psicossociais, cursos preparatórios e acompanhamento por equipes técnicas.
Outro ponto central é o papel da Psicologia no processo. Segundo o material, profissionais da área atuam na avaliação das condições emocionais dos pretendentes, no entendimento da história de vida da criança, na análise das motivações para a adoção e na identificação de fatores de risco ou proteção. Além disso, psicólogos acompanham o período de adaptação familiar, garantindo que a transição ocorra de forma segura e saudável. A cartilha destaca ainda a relevância de intervenções sensíveis e tecnicamente embasadas, respeitando o sigilo e priorizando o melhor interesse da criança, princípio fundamental em decisões judiciais envolvendo adoção.
Os estudantes responsáveis pela produção — Agnaldo Luís, Gabrieli Catani, Maria da Guia e Talita Toguti — reforçam que o objetivo é informar e fortalecer a rede de proteção à infância, permitindo que o conteúdo alcance famílias, equipes técnicas e instituições sociais. Para isso, recomendam que o material seja disponibilizado em espaços como CREAS, Casa Lar, Conselho Tutelar, UBS, serviços de acolhimento familiar e universidades, ampliando seu impacto e contribuindo para práticas mais responsáveis, humanas e conscientes.
A cartilha faz parte de um conjunto de produções acadêmicas que integram alunos dos cursos de Direito e Psicologia, também disponível no site oficial das Faculdades ITES. Segundo a instituição, iniciativas desse tipo reforçam a importância do diálogo entre áreas e da formação profissional comprometida com a ética, a proteção integral e a promoção de direitos.






