quinta-feira, 2 abril, 2026

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Na Casa da Massa: Augusto Nunes relembra criação da Jardineira da Tarde e destaca força do Carnaval de Taquaritinga

Em entrevista ao Jornal O Defensor, jornalista fala sobre a origem do bloco, sua evolução e o papel das tradições na festa popular

O jornalista Augusto Nunes recebeu a equipe do Jornal O Defensor durante as festividades de Carnaval, em encontro realizado na Casa da Massa, um dos pontos mais movimentados da celebração em Taquaritinga. A conversa recuperou a trajetória da Jardineira da Tarde, bloco criado há 18 anos e que, segundo o próprio jornalista, se tornou um fenômeno cultural da cidade. Logo no início, Nunes destacou a emoção de ver a proporção que o grupo alcançou ao longo dos anos, algo que ele não imaginava quando idealizou a proposta.

A ideia do bloco nasceu de uma lembrança familiar. Segundo ele, sua filha, Branca Nunes, trabalhava no Rio de Janeiro e questionou por que Taquaritinga não tinha algo semelhante aos tradicionais blocos cariocas. A partir disso, Augusto e o parceiro Carlinhos Rolante decidiram criar uma iniciativa aberta ao público, com desfiles aos sábados e segundas, dias em que não havia apresentações das escolas de samba. A proposta inicial era simples: resgatar as antigas marchinhas e permitir que qualquer pessoa participasse.

Ainda assim, o crescimento foi rápido. No primeiro ano, cerca de 300 pessoas acompanharam o bloco. No segundo, o número saltou para 600, e logo ultrapassou a marca de mil participantes. Três anos após o início, a Jardineira já era considerada por muitos um dos maiores fenômenos do Carnaval local. Hoje, calcula-se que o bloco reúna 30 mil foliões, número expressivo para uma cidade com pouco mais de 50 mil habitantes. Para Augusto, proporcionalmente, trata-se do maior bloco do Brasil em municípios desse porte.

Ao comparar a Jardineira com o tradicional Batatão, outro símbolo do Carnaval taquaritinguense, Augusto reforçou que não há competição entre os eventos. Para ele, cada manifestação tem seu papel no processo natural de transformação da festa. O jornalista lembrou épocas distintas, desde o antigo Carnaval do Corso até o surgimento de blocos jovens e das escolas de samba. Destacou ainda que o Carnaval permanece vivo justamente por se reinventar constantemente e dialogar com diferentes gerações.

 

Durante a entrevista, Augusto reafirmou que a Jardineira não tem dono. De acordo com ele, desde o primeiro desfile ficou claro que a iniciativa era coletiva e democrática. A essência, portanto, é manter aberto o espaço para todos que desejam celebrar. Ele também ressaltou seu vínculo afetivo com Taquaritinga e afirmou que participar do Carnaval local é, antes de tudo, um compromisso com a sua cidade e com a própria história.

A conversa encerrou-se com agradecimentos mútuos e com o desejo de que a tradição siga crescendo. Assim, Augusto Nunes reforçou que o Carnaval de Taquaritinga está entre os mais vibrantes do país, sustentado pela força das manifestações populares e pelo envolvimento da comunidade.