Encontro promoveu escuta ativa e reflexões sobre identidade, história e o papel do leitor como guardião da memória coletiva
Na manhã desta semana, a Escola Estadual Francisco Silveira Coelho viveu um momento de rara sensibilidade e inspiração. Recebeu a visita da escritora Júlia Santa Lúcia, autora do livro Coreto de Histórias, em um encontro marcado por afetos, memórias e troca genuína de experiências entre autora e estudantes. A atividade foi mais que uma conversa sobre literatura — foi uma verdadeira celebração da escuta ativa e do papel transformador da leitura.
Com um estilo envolvente e acessível, Júlia conduziu os alunos por caminhos que atravessam não apenas o imaginário, mas também as raízes culturais da cidade de Taquaritinga. Seu livro, construído a partir de narrativas e lembranças locais, despertou entre os jovens um senso de pertencimento e reconhecimento do valor histórico das histórias que os cercam.
A conversa estimulou reflexões importantes sobre o papel do leitor na preservação da história oral, tão presente em comunidades como Taquaritinga. Muitos alunos compartilharam suas próprias histórias, memórias de família e curiosidades sobre lugares da cidade que aparecem na obra. A iniciativa revelou a potência pedagógica da literatura como ferramenta de diálogo e construção de identidade.
O evento foi promovido com o apoio da equipe pedagógica da escola e mostrou, na prática, como ações literárias podem ampliar horizontes e resgatar laços culturais. Para os professores, a presença de Júlia Santa Lúcia contribuiu para consolidar a prática da leitura como uma atividade viva, onde o aluno deixa de ser apenas consumidor de texto e passa a ocupar o lugar de sujeito ativo da narrativa.
Mais que uma visita, o encontro foi um gesto de resistência poética. Um chamado para que a juventude olhe para seu território com atenção, afeto e coragem. Em tempos de dispersão digital e narrativas fragmentadas, o Coreto de Histórias e sua autora convidam Taquaritinga a sentar, escutar — e contar.






