quinta-feira, 21 maio, 2026

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Jogando Limpo – Copa do Mundo de Futebol 2026 para o Brasil, já começou!

Por: Rodrigo Panichelli*

O sorteio da Copa do Mundo de 2026 definiu o destino brasileiro — e que destino. No Grupo C, o Brasil divide espaço com Marrocos, Escócia e Haiti. Um grupo que, à primeira vista, não mete medo. Mas que, como toda Copa e agora ampliada para 48 seleções, guarda armadilhas escondidas sob cada chute, cada viagem, cada detalhe esquecido.

A Copa mudou. Os tempos mudaram. E o futebol, como sempre fez, apenas seguiu o mundo.

Marrocos: a sensação que não quer voltar a ser surpresa

Marrocos chega como aquele convidado que descobriu que pode ser protagonista.

Em 2022, foi a primeira seleção africana a chegar a uma semifinal de Copa. Ganhou respeito, torcida, e virou exemplo de como organização, disciplina e um toque de loucura podem derrubar gigantes.Se repetir metade do que fez no Catar, será o adversário mais duro do grupo.

Escócia: a vaga conquistada na respiração final

A Escócia é aquela seleção que parece viver de roteiro dramático. E para 2026 não foi diferente. Conquistou a vaga europeia na forma mais emocionante possível, disputando até o último suspiro, e que parecia escrita para eliminá-la, mas que a colocou justamente ao lado do Brasil.

É um time de alma, de arquibancada forte, de futebol físico e honesto.

E futebol honesto costuma complicar quem acha que só o talento resolve.

Haiti: respeito, história e laços que vão além do gramado

O Haiti talvez seja o adversário tecnicamente mais frágil.

Mas jamais será o menos importante.

O Brasil tem com o país uma relação institucional profunda, marcada por missões de paz, cooperação e presença militar-humanitária.

Dentro de campo, o Haiti joga por mais que três pontos: joga por reconhecimento, dignidade e pela chance de mostrar que o futebol ainda é o esporte em que um pequeno pode fazer barulho de gigante.

Em um Mundial ampliado, esse tipo de história será cada vez mais comum — e cada vez mais bonita.

E no meio disso tudo… a FIFA cria o “Prêmio da Paz”

Em um movimento tão simbólico quanto polêmico, a FIFA inaugurou o Prêmio da Paz, entregue anualmente a uma personalidade que represente esforços em favor da estabilidade e do diálogo no planeta.

E o primeiro homenageado foi o presidente americano Donald Trump.

É claro que opiniões se dividiram.

É a FIFA sendo FIFA: misturando geopolítica, marketing, diplomacia e bola de um jeito que só ela consegue — e que só ela tem coragem de fazer.

* Rodrigo Panichelli é apaixonado por futebol e colaborador de O Defensor.

**Os artigos publicados com assinatura não manifestam a opinião de O Defensor. A publicação corresponde ao propósito de estimular o debate dos problemas municipais, estaduais, nacionais e mundiais e de refletir as distintas tendências do pensamento contemporâneo.