Operação conduzida pela PF de Araraquara apreende grande volume de imagens e vídeos durante cumprimento de mandado judicial.
A Polícia Federal prendeu em flagrante, nesta terça-feira (14 de outubro), em Taquaritinga (SP), um homem suspeito de compartilhar material de abuso sexual infantojuvenil na internet. A ação foi realizada durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão, expedido pela Justiça Federal, no âmbito de uma investigação conduzida pela Delegacia da PF em Araraquara, que apura crimes de compartilhamento e armazenamento de cenas de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes.
Durante a diligência, os policiais federais localizaram expressiva quantidade de imagens e vídeos contendo registros de abuso sexual infantojuvenil, armazenados no telefone celular do investigado. O material apreendido confirmou os indícios de autoria e materialidade dos crimes, resultando na prisão em flagrante do suspeito, que foi encaminhado à Delegacia de Polícia Federal de Araraquara, onde permanece à disposição da Justiça Federal.
O caso reforça a gravidade dos crimes de exploração sexual contra menores e a importância do trabalho contínuo de monitoramento e combate realizado pelas forças de segurança. Embora o termo “pornografia” ainda conste na legislação brasileira, em especial no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a comunidade internacional tem defendido o uso de expressões mais adequadas, como “crimes de abuso sexual de crianças e adolescentes” ou “violência sexual infantil”, que refletem com mais precisão a natureza violenta e degradante dessas práticas.
A Polícia Federal também aproveitou a ocasião para alertar pais e responsáveis sobre a necessidade de monitorar e orientar o uso da internet por crianças e adolescentes, especialmente no acesso a redes sociais, aplicativos e jogos online. O órgão reforça que a prevenção é a forma mais eficaz de evitar casos de abuso sexual e exploração digital, destacando a importância de manter diálogo aberto com os filhos sobre os riscos do ambiente virtual.
De acordo com as orientações da PF, mudanças de comportamento, como isolamento repentino, uso excessivo e secreto do celular ou do computador e resistência em compartilhar atividades online, podem ser sinais de alerta de que a criança está sendo vítima ou alvo de aliciamento. Nesse sentido, a orientação é que pais e educadores ajudem as crianças a identificar situações de risco, ensinando-as a não compartilhar informações pessoais, recusar contatos suspeitos e denunciar qualquer tipo de abordagem inapropriada.
A Polícia Federal reforça ainda que denúncias anônimas podem ser feitas por meio dos canais oficiais, como o Disque 100, o SaferNet Brasil (www.safernet.org.br) ou diretamente nas delegacias da Polícia Federal. O combate a esses crimes é uma prioridade nacional, e a cooperação entre autoridades e sociedade é essencial para proteger o bem-estar e a dignidade das crianças e adolescentes.
*Com informações da Comunicação Social da Polícia Federal em Araraquara/SP.



