Responsáveis questionam temperatura, preparo e transporte das refeições; administração municipal reuniu equipes da Educação e da Cozinha Piloto e anunciou levantamento de medidas
Relatos de comida fria, problemas no preparo e recusa alimentar por estudantes levaram pais e responsáveis de alunos da rede municipal de Taquaritinga a procurar órgãos públicos para pedir uma avaliação das condições da merenda escolar. Após as manifestações, a Prefeitura de Taquaritinga informou que reuniu representantes da Educação, da Cozinha Piloto e da EMEB “Professor Modesto Bohrer” para analisar a situação e definir providências.
Um dos responsáveis, Santo Oliani Junior, padrasto de duas crianças matriculadas na rede municipal, afirma que ele e a esposa passaram a acompanhar o caso depois de relatos feitos pelos próprios alunos. Segundo ele, uma manifestação foi protocolada na Secretaria Municipal de Educação, sob o Processo nº 6263/2026, e no Conselho de Alimentação Escolar (CAE), pelo Processo nº 6262/2026, além do registro na Ouvidoria/eOuve, protocolo nº 3229928.
De acordo com o responsável, também foi realizado um levantamento com nove respostas de famílias de duas escolas, no qual a maioria teria indicado aumento das reclamações após as férias, principalmente envolvendo temperatura e preparo das refeições. Ele afirma ainda que uma unidade escolar registrou por escrito que os alimentos chegam em recipientes térmicos, mas ficam frios por falta de equipamento para mantê-los aquecidos. A documentação também teria sido encaminhada à Câmara e ao Ministério Público.
Os relatos representam a manifestação das famílias e ainda dependem de apuração técnica. O próprio responsável afirma que o objetivo não é antecipar conclusões, mas verificar as condições de preparo, transporte, temperatura, armazenamento e distribuição da alimentação.
Em nota oficial, a Prefeitura apresentou sua versão e informou que realizou, em 22 de setembro, uma reunião na Secretaria Municipal de Educação após receber as manifestações sobre a alimentação na EMEB “Professor Modesto Bohrer”. Participaram do encontro o prefeito Dr. Fulvio Zuppani, a secretária de Educação Rita Ramalho, representantes da Cozinha Piloto, nutricionistas e integrantes da direção da escola.
Como primeiro encaminhamento, ficou definido que a unidade entrará em contato com a família para aprofundar o diálogo. A Secretaria de Educação também determinou à Cozinha Piloto um levantamento de possíveis melhorias nos processos de chegada, armazenamento, manejo e oferta dos alimentos.
Dessa forma, o caso reúne, de um lado, questionamentos formalizados por responsáveis e, de outro, a manifestação da administração de que as reclamações estão sendo analisadas. A definição sobre a existência de problemas e sobre eventuais mudanças dependerá agora das verificações técnicas e das respostas aos protocolos apresentados. O jornal O Defensor acompanhará o caso e trará novas informações com o decorrer dos fatos.




