Cidade registra forte redução de notificações a partir de maio, mas especialistas reforçam a necessidade de manter ações preventivas
Os casos de dengue em Taquaritinga apresentaram uma queda significativa ao longo de 2025, após um início de ano marcado por altos índices de transmissão. Dados atualizados em 19 de novembro mostram que, depois do pico entre fevereiro e março, quando os casos confirmados chegaram a 779 e 824, respectivamente, o município conseguiu reduzir drasticamente o número de ocorrências, registrando apenas 1 caso confirmado em novembro.
O levantamento revela que, logo nos primeiros meses, tanto os quadros confirmados quanto os descartados cresceram rapidamente, impulsionados principalmente pelas condições climáticas e pela alta circulação do mosquito Aedes aegypti. Em março, além do recorde de confirmações, houve também 230 casos descartados, demonstrando grande volume de atendimentos nas unidades de saúde.

A partir de abril, porém, o cenário começou a mudar. Houve queda para 369 casos confirmados e redução contínua nos meses seguintes: 159 em maio, 25 em junho, até atingir patamares inferiores a 15 casos entre julho e outubro. Os descartes seguiram tendência semelhante — de 162 em abril para 131 em junho, chegando a apenas 3 registros em novembro.
Segundo especialistas, essa retração expressiva está relacionada a ações combinadas de controle vetorial, campanhas educativas, mutirões de eliminação de criadouros e mudanças no clima, que reduziram a proliferação do mosquito. Ainda assim, autoridades em saúde reforçam que a queda não deve gerar sensação de segurança. Manter cuidados básicos, como evitar água parada e permitir o acesso dos agentes de controle aos imóveis, continua sendo essencial para prevenir novos surtos.
Outro ponto de atenção é a possibilidade de retorno das altas temperaturas e chuvas típicas do verão, período em que historicamente ocorre maior incidência da doença. Dessa forma, mesmo com um cenário atual mais favorável, profissionais alertam que a vigilância precisa permanecer constante para evitar que Taquaritinga volte a registrar números alarmantes, como os observados no primeiro trimestre de 2025.



