Ocorrência mobilizou Polícia Militar no Centro da cidade e terminou com prisão em flagrante; suspeito nega embriaguez e afirma ter sido agredido durante ocorrência.
Um homem de 22 anos foi preso em flagrante na tarde do último sábado, 16 de maio, em Taquaritinga, após uma ocorrência que envolveu direção perigosa, suspeita de embriaguez ao volante, resistência à abordagem policial e ameaças contra agentes da Polícia Militar. O caso aconteceu na região central do município e foi registrado pela Delegacia de Polícia com base nos artigos 306 do Código de Trânsito Brasileiro, além dos artigos 329 e 147 do Código Penal.
Segundo informações do boletim de ocorrência, os policiais militares realizavam patrulhamento pela Avenida Adamo Lui quando avistaram um veículo GM Monza sendo conduzido em alta velocidade e de maneira considerada perigosa. Conforme o relato oficial, o motorista realizava arrancadas bruscas e derrapagens de pneus, colocando em risco a segurança no trânsito.
Diante da situação, os policiais iniciaram acompanhamento do automóvel, que acabou sendo interceptado na Rua São José, no Centro de Taquaritinga, após ficar impossibilitado de seguir devido ao trânsito intenso. Durante a abordagem, os agentes afirmaram ter constatado forte odor etílico e comportamento exaltado do condutor.
Ainda de acordo com o registro policial, o motorista foi convidado a realizar o teste do etilômetro, conhecido popularmente como bafômetro, mas recusou o procedimento. Mesmo assim, segundo os policiais, os sinais visíveis de alteração psicomotora motivaram a condução do suspeito até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde exame clínico teria confirmado o estado de embriaguez.
O boletim também aponta que o suspeito resistiu à abordagem policial, adotando postura agressiva e erguendo os braços em posição de ataque contra os agentes, o que exigiu técnicas de contenção e uso de algemas para garantir a segurança da equipe e do próprio conduzido.
Durante o atendimento na unidade de saúde, conforme descrito pela autoridade policial, o homem teria proferido ameaças de morte contra os policiais militares, afirmando que os mataria após ser liberado.
O caso ganhou novos desdobramentos já na delegacia. Enquanto aguardava na cela durante a formalização do flagrante, acompanhado da mãe do lado externo, o suspeito tentou tirar a própria vida utilizando parte da estrutura de uma luminária da cela improvisada. Policiais foram acionados rapidamente após o alerta da genitora.
Segundo o boletim, ao tentarem entrar no cômodo, os agentes encontraram resistência do preso, que pressionava a porta com os pés para impedir a entrada. No momento da contenção, ele teria desferido um soco contra um dos policiais militares.
Após ser novamente controlado, o suspeito retornou à UPA para realização de novo exame médico. O policial agredido também passou por exame de corpo de delito. Posteriormente, sendo encaminhado à cadeia pública, onde permaneceu preso à disposição da Justiça para audiência de custódia.
Horas após a publicação da reportagem, o homem apontado como suspeito procurou a redação de O Defensor para apresentar sua versão sobre os fatos narrados pela Polícia Militar. Segundo ele, trafegava normalmente pela região central da cidade quando foi abordado pela equipe policial.
Em seu relato, o jovem de 22 anos contestou a acusação de que estaria realizando derrapagens com o veículo. Ele afirmou que o automóvel não possui freio de mão em funcionamento, o que, segundo sua versão, impossibilitaria esse tipo de manobra. O rapaz também declarou que, logo após estacionar o carro, abaixou os vidros espontaneamente, momento em que os policiais passaram a alegar que ele apresentava sinais de embriaguez.
O homem negou ter ingerido bebida alcoólica e afirmou ter solicitado diversas vezes que fosse submetido ao teste do bafômetro, procedimento que, segundo ele, não teria sido realizado. Ainda de acordo com sua versão, também não houve coleta de sangue durante atendimento na UPA 24 Horas.
Ele relatou ainda que, no primeiro exame de corpo de delito, teriam sido constatadas apenas duas pequenas contusões na cabeça. Entretanto, afirma que, posteriormente, já na cela, teria sofrido agressões físicas. Segundo o jovem, sua mãe ouviu seus gritos enquanto ele estaria sendo alvo de violência praticada por policiais. Entre as agressões alegadas, ele cita um golpe conhecido popularmente como “mata-leão”.
Ainda conforme o relato apresentado à reportagem, o homem foi encaminhado para a Cadeia Pública de Santa Ernestina e, após audiência de custódia, acabou liberado pela Justiça. Segundo ele, o magistrado responsável pelo caso teria determinado o encaminhamento dos fatos narrados à Corregedoria para eventual apuração.



