O tempo que corre, mas que meu coração gostaria de segurar
Há momentos na vida em que o calendário parece correr mais rápido do que o nosso coração consegue acompanhar. Foi exatamente essa sensação que senti ontem, sexta-feira 5 de junho, quando meu filho, Joaquim Sabbatini Bagliotti, completou seis anos de vida.
Tempo, vá devagar1 Se dependesse de mim, eu congelaria alguns instantes, guardaria cada sorriso, cada descoberta, cada conversa inesperada e cada abraço apertado desse menino que transformou completamente a minha história.
Parece que foi ontem que Nathalia e eu recebemos a notícia de que o fruto do nosso amor havia se tornado vida. Naquele momento, tudo mudou. As preocupações continuaram existindo, os desafios da vida permaneceram, mas algo ganhou um novo significado. Os dias passaram a ter outro brilho. A rotina ganhou uma nova razão. Tudo passou a ter um nome: Joaquim.

Ser pai é uma experiência que ensina diariamente. E meu filho tem sido um dos meus maiores professores. Aos seis anos, ele demonstra uma curiosidade impressionante, uma inteligência que nos surpreende e uma capacidade de observar o mundo com uma sensibilidade que muitas vezes me deixa sem palavras.
Joaquim é alegria, energia e intensidade. É aquele menino que pergunta, questiona, interpreta e tenta entender tudo ao seu redor. Muitas vezes me pego admirando suas conversas, suas conclusões e a forma como ele consegue organizar suas ideias. São momentos simples, mas que para mim têm um valor imenso.
No Colégio ele segue construindo sua caminhada com dedicação e carinho. Mais do que aprender conteúdos, ele está aprendendo a conviver, respeitar e criar vínculos. O acolhimento das professoras e de toda a equipe escolar faz parte dessa fase tão importante, ajudando a fortalecer esse menino que cresce com personalidade própria.
Também é emocionante acompanhar sua participação na comunidade! Seja ele se destacando no RotaKids, em que toda reunião ele pede a palavra e conta uma de suas histórias, as outras crianças e os coordenadores já esperam pelos causos do Joaquim. E isso é gratificante!
Tenho certeza de que do céu o vovô Mário acompanha cada passo com orgulho. Queria muito que ele estivesse aqui para abraçar Joaquim, comemorar suas conquistas e ver de perto o menino que ele está se tornando. Mas acredito que o amor permanece, mesmo quando a presença física não é possível.
Nathalia e eu somos profundamente gratos pela oportunidade de acompanhar essa jornada. Ter Joaquim como filho é um presente diário, uma responsabilidade enorme e, ao mesmo tempo, uma das maiores alegrias que a vida poderia nos oferecer.
Meu filho, continue sendo essa luz. Continue curioso, generoso, sincero e cheio de vontade de descobrir o mundo. Que você nunca perca essa essência bonita que já demonstra desde pequeno.
Eu sei que o tempo vai continuar passando. Os seis anos vão virar sete, depois muitos outros. Mas uma coisa não muda: estaremos sempre aqui, torcendo por você, caminhando ao seu lado e comemorando cada conquista.
Porque antes de qualquer papel que eu exerça na vida, existe um que sempre será o mais importante: ser seu pai!



